EUA pedem mais ação contra crise na Venezuela | Notícias sobre a América Latina e as relações bilaterais | DW | 23.06.2017
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América Latina

EUA pedem mais ação contra crise na Venezuela

Embaixadora americana na ONU pede maior envolvimento internacional para acabar com a crise venezuelana, em apelo à ONU e OEA. Maduro acusa Washington de estar por trás dos protestos e da violência.

Protesto contra o governo na Venezuela

"Venezuelanos passam fome enquanto seu governo atropela a democracia", afirmam EUA

A embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Nikki Haley, afirmou nesta quinta-feira (23/06) que a comunidade internacional deve agir em relação à crise na Venezuela, enquanto o presidente Nicolás Maduro voltou a acusar Washington de estar por trás dos protestos e da violência em seu país. Porém, ele disse estar disposto a estabelecer um "diálogo sério" com seu colega americano, Donald Trump.

"A situação trágica na Venezuela clama por ação", disse Haley. Ela se queixou do descaso do Conselho de Direitos Humanos da ONU e da Organização dos Estados Americanos (OEA). "O povo venezuelano passa fome enquanto seu governo atropela a democracia", afirmou a embaixadora.

Maduro, por sua vez, rejeitou os pedidos americanos de ação internacional no país, exibindo uma declaração assinada por 57 nações, incluindo China, África do Sul e Rússia, que expressam apoio ao governo socialista e alertam contra interferências externas. "Os imperialistas têm uma obsessão fatal para conosco", disse Maduro. "Não permitiremos que nos transformem em mártires ou que o mundo crucifique a Venezuela."

Apesar das críticas a Washington, Maduro disse que não descarta iniciar conversações com o governo Trump. "Se querem diálogo, estamos dispostos", afirmou. "Estou preparado, estou pronto. O que a oposição [venezuelana] tem feito é enganar Trump. Vamos conversar, há muitos pontos em comum, inclusive com o governo Trump. Vamos superar esses tempos obscuros."

Maduro pediu ao governo de Trump que evite repetir o "fracasso" nas relações com a Venezuela ocorrido nos governos dos ex-presidentes George W. Bush e Barack Obama.

RC/ap/dpa

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