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Mundo

EUA pedem ajuda à Europa

Colin Powell pede ajuda européia para reconstrução do Iraque e ministro alemão do Exterior, Joschka Fischer, adverte que um fracasso na pacificação e estabilização do país seria desastroso para os EUA e a Europa.

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Fischer (esq) com Powell: estamos no mesmo barco

O chefe do Departamento de Estado norte-americano repetiu o pedido de ajuda pouco antes de o presidente George W. Bush começar sua visita ao Reino Unido, nesta terça-feira. "Os Estados Unidos e a Europa têm um sistema de valores comuns, que formam a base para a cooperação no Iraque", disse Powell, em entrevista transmitida pela CNN pouco antes de ele ir discutir a questão com os ministros das Relações Exteriores da União Européia, em Bruxelas.

Powell afirmou que os Estados Unidos querem que os povos da Europa saibam que é tempo de se andar para a frente, mesmo que tenham existido diferenças de opinião no passado. "Ajudar o povo iraquiano seria construir um futuro melhor para si próprio", disse o chefe da diplomacia americana.

América e Europa no mesmo barco - Enquanto isso, o colega alemão de Powell, Fischer, advertia em Washington que um fracasso na pacificação e estabilização do Iraque teria conseqüências graves não só para os EUA, mas também para a Europa. "Estamos no mesmo barco", disse Joschka Fischer no terceiro dia de sua visita aos EUA. Ele não teria ido lá para dizer "nós tivemos razão", em virtude das dificuldades no Iraque ocupado, mas para contribuir com o restabelecimento da paz. Fischer não esclareceu, porém, se a Alemanha voltaria atrás nas suas decisões de não colocar tropas no Iraque e de não dar ajuda financeira para o país.

As conversas de Fischer com Powell e a conselheira de segurança da Casa Branca, Condoleezza Rice, na segunda-feira, em Washington, parecem de fato ter contribuído para uma distensão maior nas relações entre Alemanha e Estados Unidos, fortemente abaladas pela rejeição categórica de Berlim à guerra no Iraque. Fischer repetiu a exigência alemã de um papel maior da ONU no Iraque, mas elogiou como "um passo importante" o plano do governo Bush para devolver a soberania política do país a um governo iraquiano até o fim de junho de 2004 e realizar eleições livres até o fim de 2005.

Legitimação da ONU - O político do Partido Verde alemão disse ver, todavia, uma dinâmica negativa, que é a escalada da violência terrorista com graves conseqüências. Por isso a primeira tarefa comum deve ser forjar a paz. Para uma fase posterior, ele sugeriu uma ampla legitimação do processo político iraquiano, com um forte papel da ONU no Iraque.

"Eu acho que as Nações Unidas têm que desempenhar um papel considerável, pois elas são fonte de legitimidade", afirmou o chefe da diplomacia alemã. Ele vai conversar sobre o assunto com o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, nesta quinta-feira (20). Nesse meio tempo, parece que os EUA também vêem necessidade de ação da ONU no Iraque, conforme Powell deu a entender no almoço que ofereceu a Fischer no Departamento de Estado.

Antes de voar para a Europa, ele disse que no plano para devolução da soberania iraquiana é chegado o momento de a ONU refletir sobre um papel mais ativo no Iraque. "Discuti com o Paul Bremer [administrador americano do Iraque] sobre isso e ele está disposto a cooperar in loco com representantes da ONU", disse Powell. O secretário de Estado americano agradeceu à Alemanha a ampliação de sua participação nas tropas de proteção no Afeganistão, no contexto da Otan, com o envio de soldados a Cunduz. Ele não exclui que a Organização do Tratado do Atlântico Norte também possa desempenhar um papel semelhante no Iraque.

Irã sob suspeita - Por outro lado, Alemanha e EUA avaliaram de formas diferentes a conduta do Irã com o seu programa atômico. O governo americano vê no último relatório da Agências Internacional de Energia Atômica (AIEA) a confirmação de suas suspeitas de que o Irã possui um programa atômico secreto. O ministro alemão, por sua vez, advertiu Washington a não tirar conclusões precipitadas. Ele dirigiu, ao mesmo tempo, um apelo urgente para Teerã cumprir suas obrigações com a AIEA, a fim de evitar uma escalada no conflito com os EUA.

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