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Mundo

EUA omitem mortes civis por drones, diz site

Operações matam mais pessoas do que pretendido, o que contraria as afirmações do governo Barack Obama de que os ataques são precisos e resultam em baixas mínimas, afirma site, com base em documentos do Pentágono.

O programa do Exército americano de uso de drones, que já se estende por 14 anos, é pouco confiável e mata mais civis do que o governo Barack Obama divulga, revela o site investigativo The Intercept, com base em documentos secretos vazados do Pentágono.

Desde que tomou posse, em 2009, Obama expandiu o programa de drones e o tornou a principal ferramenta do Exército e da CIA (agência de inteligência americana) no combate ao que seu governo considera inimigo.

O Intercept não dá nome ao responsável pelos vazamentos. Os documentos, publicados na última quinta-feira (16/10), seriam parte de um estudo do Pentágono sobre ataques aéreos realizados no Afeganistão entre 2011 e 2013, e na Somália e no Iêmen – dois países onde os EUA, oficialmente, não estão em guerra.

Os papéis citam especificamente a Operação Haymaker, um conjunto de ataques aéreos realizados por drones no nordeste do Afeganistão entre janeiro de 2012 e fevereiro de 2013. Segundo os documentos, as ações resultaram na morte de 200 pessoas, das quais apenas 35 eram alvos.

Num período de cinco meses dentro dessa operação, 90% dos mortos por drones não eram alvos planejados – ou seja, inocentes na concepção do governo americano. No Iêmen e na Somália, diz o site, a porcentagem pode ser ainda superior, dada à capacidade limitada de atuação da inteligência americana nesses países.

"Qualquer pessoa atingida na vizinhança é culpada por associação", disse a fonte responsável pelo vazamento. "Quando um ataque de drone mata mais de uma pessoa, não há garantia de que essa pessoa mereceu esse destino. É uma grande loteria."

Questionado sobre o assunto, o porta-voz da Casa Branca Josh Earnest declarou que Obama tenta ser o mais transparente possível sobre as operações de contraterrorismo em todo o mundo. Estas operações, segundo ele, "não medem esforços em limitar as baixas civis".

De acordo com o site The Intercept, o ex-operador de drones Brandon Bryant afirmou em depoimento na quinta-feira em Berlim que a base aérea de Ramstein, no sudoeste da Alemanha, teve um papel fundamental para ajudar os americanos a alcançarem seus objetivos.

Bryant, que deixou a Força Aérea americana há quatro anos, afirmou a uma comissão parlamentar de inquérito em Berlim que dados de suspeitos coletados por drones foram transmitidos pela base aérea de Ramstein para a equipe que realizou as execuções no Oriente Médio e na Ásia.

A revista alemã Spiegel noticiou em abril que tais operadores estavam localizados em bases militares americanas em Nevada, Arizona e Missouri para evitar o risco hipotético de serem acusados por crimes de guerra na Alemanha.

O site The Intercept foi fundado pelo premiado jornalista Glenn Greenwald, que ficou conhecido ao publicar documentos vazados pelo ex-funcionário da Agência de Segurança Nacional (NSA) Edward Snowden.

FC/dpa/afp/ots

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