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Economia

EUA e UE trocam acusações de protecionismo

A reunião da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico, em Paris, serviu de palco de acusações a europeus e americanos sobre as subvenções agrícolas americanas e as sobretaxas às importações de aço.

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A ministra Heidemarie Wieczorek representou a Alemanha no encontro

Os Estados Unidos foram severamente criticados, durante a conferência de ministros da OCDE, na capital francesa, pelas sobretaxas impostas às importações de aço e as novas subvenções à agricultura. Os participantes do encontro de dois dias condenaram a legislação agrícola recém-assinada pelo presidente americano George W. Bush como sendo claramente prejudicial ao livre comércio mundial.

"Esse é um sinal desastroso para os países em desenvolvimento", disse a ministra alemã da Cooperação Econômica, Heidemarie Wieczorek-Zeul, após a reunião desta quinta-feira (16). Nos próximos dez anos, a lei prevê subvenções agrícolas de 19 bilhões de dólares por ano.

Conseqüências das subvenções - A ministra advertiu para as graves conseqüências dessa política. Os produtos agrícolas norte-americanos serão oferecidos a preços de dumping no mercado mundial, fazendo concorrência aos países em desenvolvimento, que dependem de suas exportações. A política de subvenções de Washington vai na contramão dos esforços internacionais e dos compromissos assumidos, segundo a política do Partido Social Democrático (SPD).

Protecionismo no horizonte - Tanto o diretor da Organização Mundial do Comércio (OMC), Mike Moore, como o primeiro-ministro belga, Guy Verhofstadt, advertiram contra o protecionismo. "Há prenúncio de tempestade no horizonte e especialmente uma pressão crescente por um retorno ao protecionismo", disse Moore, em Paris, sem mencionar expressamente os EUA. Na véspera, vários ministros dos países-membros da OCDE haviam criticado a farm bill e as salvaguardas para proteger a indústria siderúrgica americana.

Mike Moore conclamou os ministros a demonstrarem "coragem e liderança", a fim de melhorar as condições do comércio mundial. "Precisamos que todos os senhores se comprometam com as negociações, e que o façam agora", disse o diretor-geral da OMC.

A hipocrisia dos europeus - Antes, o presidente da Agência Americana de Comércio Exterior, Andrew Natsios, exigira o fim das subvenções agrícolas da União Européia. Natsios e outros representantes americanos acusaram a UE de hipocrisia, porque também subvenciona a sua agricultura. Com a reforma encaminhada por Bruxelas, a União Européia quer justamente diminuir as subvenções, retrucou Wieczorek-Zeul. "A UE está na direção certa, se bem que provavelmente não o faça com muita rapidez", acrescentou a ministra alemã.