EUA e Turquia anunciam criação de fórum de combate ao terrorismo | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 09.09.2011
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Mundo

EUA e Turquia anunciam criação de fórum de combate ao terrorismo

Segundo a secretária norte-americana de Estado, Hillary Clinton, objetivo principal do fórum é evitar o crescimento do terrorismo islâmico em países árabes recém-saídos de regimes autoritários.

Hillary Clinton anuncia criação de fórum antiterrorismo

Hillary Clinton anuncia criação de fórum antiterrorismo

A secretária norte-americana de Estado, Hillary Clinton, anunciou nesta sexta-feira (09/09) que os Estados Unidos e a Turquia darão início a ações de combate ao terrorismo em países árabes recém-saídos de regimes autoritários. A nova ação, que será chamada de Fórum Global de Combate ao Terrorismo, pretende reunir 30 países, "desde antigos aliados, a potências emergentes e nações de maioria muçulmana", afirmou a secretária em Nova York, onde participou de celebrações em memória às vítimas do 11 de Setembro.

O anúncio do lançamento do fórum acontece em meio às crescentes preocupações dos países com um possível crescimento da influência de grupos radicais islâmicos em países como a Líbia, o Egito e a Tunísia – que acabaram de sair das mãos de ditadores e agora buscam reformas políticas e democracia.

O fórum pretende ter mais sucesso do que o Painel de Combate ao Terrorismo iniciado logo após os atentados de 2001, que mantém uma lista de terroristas suspeitos, além de financiar a vigilância ao Al-Qaeda e a outras iniciativas terroristas.

Segundo Hillary, a ideia é ajudar os países em transição política a identificar possíveis "ameaças e pontos fracos". O fórum dará suporte a estes países "enquanto outorgam novas legislações de combate ao terrorismo e treinam a polícia, promotores de Justiça e juízes a aplicarem as leis respeitando os direitos humanos", afirmou a secretária de Estado em Nova York.

Celebrações dos 10 anos

Memorial e Museu Nacional 11 de Setembro será inaugurado por Obama

Memorial e Museu Nacional 11 de Setembro será inaugurado por Obama

O anúncio acontece dois dias antes do décimo aniversário dos ataques de 11 de Setembro aos Estados Unidos. A data será marcada por celebrações em todo o mundo no próximo domingo. Às 14h46, horário exato em que o primeiro avião sequestrado por terroristas atingiu a primeira torre do World Trade Center, deve ser realizado um minuto de silêncio em várias partes do planeta.

O ponto alto será em Nova York, no chamado Marco Zero, onde se localizavam as torres gêmeas. No local, o presidente Barack Obama deverá inaugurar o Memorial Nacional 11 de Setembro, uma homenagem às quase três mil pessoas que morreram vítimas do atentado.

As autoridades preparam um grande esquema de segurança para a ocasião, diante das suspeitas de que um novo ataque estaria sendo planejado pelo Al-Qaeda para vingar a morte do líder Osama bin Laden, em maio passado. Nesta sexta-feira, autoridades policiais de Nova York falaram sobre "ameaças não confirmadas" de atentados por meio de um carro-bomba no domingo.

Suntuoso memorial

O memorial custou mais de 700 milhões de dólares e seu custo anual de manutenção será de 60 milhões de dólares. Por suas paredes descerão duas cortinas de água em direção a dois espelhos d'água retangulares e idênticos. A água escorre por uma abertura no centro, deixando então um espaço vazio. "Diferentemente de muitos locais em Nova York, o memorial trata do vazio e do nada. Mas é um vazio cheio de significado, da mesma maneira que um momento de silêncio é preenchido por intenções", explicou o arquiteto responsável pela obra, Michael Arad.

Os nomes das 2.983 pessoas mortas nos ataques terroristas contra as torres gêmeas e o Pentágono em 11 de setembro de 2001 e das seis vítimas de um atentado a bomba em fevereiro de 1993, também comandado por fundamentalistas islâmicos, estarão inscritos em placas de bronze instaladas em torno dos espelhos d'água.

MS/dpa/afp/epd
Revisão: Carlos Albuquerque

Leia mais