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Mundo

EUA e Otan sinalizam que podem ficar mais tempo no Afeganistão

Declarações sobre possíveis mudanças no cronograma são dadas poucos dias depois da breve tomada de Kunduz pelo Talibã, o que elevou temores de que as forças afegãs não estejam em condições de garantir segurança do país.

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Forças de segurança do Afeganistão ao lado do corpo de um combatente talibã, perto do aeroporto de Kunduz, no norte

Os Estados Unidos e a Otan sinalizaram nesta quinta-feira (08/10) que consideram permanecer por mais tempo no Afeganistão. Pelo plano atual, os americanos vão deixar apenas mil soldados no país depois de 2016, basicamente para a segurança de instalações diplomáticas.

Em Bruxelas, o secretário de Defesa, Ash Carter, disse que questionou aliados sobre a possibilidade. "Um número de países indica ter disposição de mudar seus planos e postura", afirmou Carter depois de um encontro de ministros da Defesa da Otan, na capital belga. Os EUA tem quase 10 mil soldados no Afeganistão. Segundo a Otan, há mais de 6 mil militares não americanos no país.

O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, também disse haver uma disposição para permanecer por mais tempo no Afeganistão caso necessário. "No encontro de hoje, muitos aliados e ministros expressaram a necessidade de ser flexível e levar em conta a situação de segurança no local ao tomar decisões", disse Stoltenberg. Não há, porém, nada definido, acrescentou.

As declarações de Carter e Stoltenberg foram dadas poucos dias depois da tomada de Kunduz pelo Talibã. Apesar de as forças afegãs terem reconquistado a cidade poucos dias depois, o breve sucesso talibã elevou a preocupação internacional sobre a qualificação das forças de segurança do Afeganistão.

O presidente dos EUA, Barack Obama, aposta que, até o fim de 2016, as forças afegãs estejam em condições de cuidar sozinhas da segurança do país, o que inclui principalmente combater os rebeldes do Talibã, que lutam para retornar ao poder. O governo americano já gastou cerca de 65 bilhões de dólares para treinar as forças afegãs, de cerca de 350 mil militares.

Esta semana, o principal comandante militar dos EUA no Afeganistão, general John Campbell, declarou que a situação no país mudou desde o anúncio do plano de Obama, há dois anos e meio. Campbell disse ter recomendado ao presidente manter mais de mil soldados no Afeganistão depois de 2016, mas não especificou um número.

AS/rtr/dpa/ap

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