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Mundo

EUA e China buscam clima de cooperação

Durante encontro informal nos EUA, os presidentes Barack Obama e Xi Jinping afirmam que trabalharão em conjunto para combater crimes cibernéticos. Outros temas mais sensíveis também estão na pauta dos líderes mundiais.

O primeiro encontro entre os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama, e da China, Xi Jinping, foi marcado por um clima cordial e declarações sobre um "novo modelo" de cooperação entre as duas maiores economias globais. Segundo Obama, a construção de uma boa relação entre os dois líderes é importante não apenas para seus respectivos países, mas para "todo o mundo".

"Teremos mais chances de alcançar nossos objetivos de prosperidade e segurança de nossos povos se estivermos trabalhando em cooperação, em vez de nos engajarmos em conflitos", disse Obama aos repórteres, ressaltando que os dois países precisam buscar um equilíbrio entre competição econômica e cooperação.

Xi foi recebido por Obama nesta sexta-feira (07/06) em Rancho Mirage, 200 quilômetros ao norte de Los Angeles, sob um forte calor de 46 graus Celsius. Logo após desembarcar para sua primeira visita em território norte-americano desde que assumiu o cargo, em março deste ano, o presidente chinês ressaltou que este pode ser um "recomeço histórico". Segundo autoridades dos dois países, o encontro de dois dias pode ajudar a arrefecer as relações não raramente tensas entre China e Estados Unidos.

Crimes cibernéticos

Após o jantar e uma reunião de mais de duas horas, Obama e Xi concordaram em trabalhar em conjunto para reforçar o controle sobre crimes na internet – tema tenso na relação bilateral, uma vez que Washington frequentemente acusa os chineses de hackear empresas e redes de comunicação do Exército dos Estados Unidos. Xi destacou que a China tem sido constantemente vítima de cyber ataques, e que seu país sofre acusações injustas.

Obama / Xi Jinping Treffen in Rancho Mirage 07.06.2013

Presidentes Xi Jinping e Barack Obama em Sunnylands

Durante a visita, os dois líderes deverão abordar temais ainda mais sensíveis, como o conflito na Síria e o programa nuclear da Coreia do Norte. Com o governo chinês, aliado da Coreia do Norte, mostrando-se cada vez mais impaciente com as ameaças nucleares de Pyongyang, Obama espera conseguir aproximar Pequim da política antinuclear na região defendida pelos EUA.

Os mais influentes

A China se encontra a caminho de uma nova ordem mundial, na qual Pequim e Washington formarão o G2, o grupo das maiores economias do planeta, avalia o cientista político Yan Xuetong, da Universidade Tsinghua, em Pequim. Considerados os 27 países da União Europeia, o bloco ainda ocupa o segundo lugar no ranking. "Essa relação bilateral (EUA e China) será, no futuro a mais influente no mundo. Não existirá nenhuma outra mais importante", avalia Yan Xuetong.

Há quem acredite, porém, não existirem motivos para a Europa ficar preocupada. Para o deputado Alexander Graf Lambsdorff, especialista em política externa no Parlamento Europeu, é difícil dizer qual relação é mais importante no momento. "As relações são bem diferentes. EUA e China são rivais geoestratégicos na região do Pacífico. Os Estados Unidos têm acordos bilaterais de segurança com Japão e Coreia do Sul. E obviamente a China tem interesse na região", avalia Lambsdorff, ressaltando que, sob esta perspectiva, a relação Europa-China é bem distinta.

A Europa, afirma o especialista, conduz um diálogo de Estado de direito com a China. "Mostramos claramente que não estamos de acordo com a situação dos direitos humanos no país asiático", ressalta.

MSB/rtr/dpa/afp

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