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Mundo

EUA controlam turistas alemães

Turistas alemães não têm necessidade de obter visto de entrada para os EUA, mas terão seus dados biométricos registrados pela polícia de fronteiras. Um procedimento conhecido por outros estrangeiros que chegam ao país.

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Impressões e foto digitais ao entrar no país

A partir desta quinta-feira (30), todo alemão que chegar aos EUA terá suas impressões digitais registradas. E será fotografado. O procedimento pode parecer até "leve", se comparado às enormes filas enfrentadas por cidadãos de outros países, à espera de um visto de entrada para o território norte-americano. Mesmo assim, as novas regras deixam alguns cidadãos europeus irritados e desconfiados. "Vai se saber o que eles fazem com essas informações. Essa é a maior preocupação, a de que se crie uma espécie de Estado Big Brother", comenta um britânico a caminho dos EUA.

Segurança – As autoridades norte-americanas justificam as mudanças na conduta com os turistas europeus sob o signo da segurança interna. "O objetivo principal é fazer com que alguém que venha da Finlândia ou da Alemanha, quando chegar aos EUA, sinta que estamos fazendo tudo o que podemos para garantir a eles uma estadia segura em nosso país", afirma Asa Hutchinson, do Departamento norte-americano de Segurança Interna.

Clube dos 27 – As novas medidas atingem os turistas vindos de 27 países (entre estes as nações da Europa Ocidental), que dispõem de permissão para permanecer nos EUA por 90 dias. Para entrar nos EUA a partir de 26 de outubro próximo, estes turistas serão obrigados, além do fornecimento de impressões digitais e da foto que será feita na entrada do país, a apresentar um passaporte eletronicamente legível. Sem isso, serão obrigados, como os cidadãos vindos de outras regiões do mundo, a apresentar visto de turista.

Passkontrolle bei der Einreise in die USA

Controle rígido em nome da segurança

Apenas 15 segundos a mais – As autoridades norte-americanas garantem que a introdução da nova medida não irá retardar a entrada dos turistas no país, mesmo levando em conta que o procedimento – recolher impressões digitais e fotografar o turista – envolve um total de 13 milhões de pessoas por ano. Para cada uma delas, o trâmite deverá exigir apenas 15 segundos a mais. Ou seja, tão pouco acréscimo no volume de trabalho para a polícia de fronteiras, que as autoridades nem ao menos dispuseram um maior número de pessoal para o controle.

Indústria do turismo preocupada – Tanto otimismo com a praticidade e com o sucesso dos procedimentos não é dividido pelo setor do turismo nos EUA, que acabava de se recuperar lentamente das conseqüências do 11 de setembro. "Nossa grande preocupação é que esse programa de segurança reforce ainda mais o pensamento corrente de que visitantes estrangeiros não são bem-vindos no país. Por isso, vamos observar estas e outras medidas do Departamento de Segurança Interna, verificar se elas estão funcionando corretamente e não estão sendo mal-entendidas no exterior", diz Ed Fluhr, da Associação Norte-Americana da Indústria do Turismo, em Washington.

Parcos resultados – Tantos receios e tantas medidas levaram nos EUA a resultados apenas parcos. Desde a introdução do registro de dados biométricos para os turistas que entram no país, em janeiro último, as autoridades norte-americanas só conseguiram deter 200 pessoas. Estas tinham, de alguma forma, desrespeitado as determinações que regulam a entrada de turistas no país. Ou estavam sendo procuradas pela polícia por razões completamente diversas.

Síndrome Big Brother – Até agora, nenhum terrorista apareceu querendo deixar suas impressões digitais no país. Ao turista comum resta, como resume uma cidadã britânica a caminho dos EUA, "aprender a conviver com essa síndrome de Big Brother. As pessoas te observam e sabem detalhes de sua vida pessoal".

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