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Mundo

EUA condenam exigências territoriais da China no Pacífico

Em Conferência de Segurança em Cingapura, secretário de Defesa dos EUA, Chuck Hagel, critica duramente reivindicações de chineses no Mar da China Meridional – área rica em recursos naturais.

US-Verteidigungsminister Chuck Hagel / Singapur / Asia Security Summit

Chuck Hagel discursa em Cingapura

Nos últimos meses, a República Popular da China agiu de forma unilateral e desestabilizadora ao fazer reivindicações no Mar da China Meridional, disse neste sábado (31/05) o secretário de Defesa dos EUA, Chuck Nagel, durante a Conferência de Segurança em Cingapura. "Somos totalmente contra intimidação, coerção ou ameaça de violência como meio de imposição de tais exigências", assinalou Hagel.

O secretário disse ainda que os EUA não fecharão os olhos "se os princípios fundamentais da ordem internacional estiverem sendo desafiados." O chefe do Pentágono garantiu aos aliados americanos na região que eventuais cortes no orçamento de Defesa dos Estados Unidos não afetarão as obrigações americanas na região do Pacífico Asiático.

Com base em "direitos históricos", a China reivindica para si grande parte do Mar da China Meridional , cujo subsolo é rico em recursos naturais, e enfrenta, com isso, resistência de outros países vizinhos. Nas últimas semanas, esse conflito territorial acirrou-se principalmente com o Vietnã.

Na última quinta-feira, o governo em Hanói informou que navios de guerra chineses apontaram suas armas contra barcos vietnamitas nas proximidades de uma disputada plataforma de petróleo. Devido à contenda territorial, em meados de maio, o Vietnã foi tomado por violentos protestos anti-China.

Paracel Inseln im Südchinesischen Meer China Vietnam

Disputas pelas Ilhas Paracel, no Mar do Sul da China, provocaram protestos no Vietnã

Disputa com o Japão

A China disputa com o Japão, Coreia do Sul e Taiwan a posse de ilhas cercadas por águas ricas em peixes, onde também se supõe a existência de grandes reservas de petróleo e gás natural. Neste sábado, a guarda costeira japonesa acusou a China de ter novamente adentrado com dois barcos além da zona de 12 milhas ao largo das Ilhas Sancak.

De acordo com informações de Tóquio, esse já é o décimo segundo incidente do tipo apenas neste ano. As ilhas desabitadas são controladas pelo Japão. A China também reivindica para si o arquipélago, que chama de Dimou.

Japão quer ser mais atuante

Com vista às disputas com a China, o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, anunciou na Conferência de Segurança em Cingapura que seu país pretende assumir mais responsabilidades para a manutenção da paz na Ásia.

Aos parceiros do Japão na região, o primeiro-ministro prometeu ajuda "para a manutenção da segurança no mar e no ar." Como medidas concretas, ele mencionou a disponibilidade de dez novos barcos de patrulha para a guarda costeira das Filipinas. A Indonésia já recebeu três barcos semelhantes, e o Vietnã também poderá receber o mesmo apoio, garantiu o premiê.

Nenhum país deve tentar impor suas reivindicações com a violência, disse Abe, sem mencionar diretamente a China. O direito internacional deve ser respeitado em todas as partes, ressaltou o primeiro-ministro japonês.

CA/dpa/afp/ rtr/dw

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