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Mundo

EUA cedem para UE na questão do Irã

Discussão entre Estados Unidos e União Européia sobre o programa atômico do Irã parece chegar ao fim. Washington cedeu e viabilizou um projeto de resolução comum na Agência Internacional de Energia Atômica.

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Diretor-geral da AIEA, Mohamed El Baradei

Depois de semanas de contenda transatlântica, os Estados Unidos e os países europeus liderados pela Alemanha, Grã-Bretanha e França chegaram a um consenso sobre uma linha para o programa atômico iraniano. Em ato contínuo, o Conselho da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), em Viena, vota um novo projeto de resolução nesta quarta-feira (26). Diplomatas que participaram das negociações partem do pressuposto que os 35 membros do Conselho aprovarão o acordo euro-americano.

Americanos, alemães, franceses e britânicos negociaram durante cinco dias sobre a política nuclear do Irã. O governo do presidente americano George W. Bush acusa Teerã de trabalhar secretamente no desenvolvimento de armas atômicas.

Pomo da discórdia - Por causa das divergências de opiniões americanas e européias, aparentemente intransponíveis, a sessão da AIEA havia sido suspensa na semana passada. O pomo da discórdia era a exigência americana de convocação imediata do Conselho de Segurança para impor sanções contra o Irã caso a AIEA constatasse violação do Tratado de Não-Proliferação Nuclear por parte de Teerã. Os europeus insistiam que, se um desrespeito fosse identificado, o Conselho da AIEA deveria primeiramente examinar o caso mais uma vez.

Decisão da AIEA - Washington havia insistido em outra garantia, a de que o Conselho de Segurança em Nova York fosse pelo menos informado sobre eventuais violações do Tratado de Não-Proliferação Nuclear. Mas o Conselho de Segurança não é citado expressamente no novo projeto de resolução. Em vez disto, está previsto que o Conselho da AIEA deve ser convocado logo depois de tomar conhecimento de alguma violação grave do acordo internacional e a cúpula da Agência Internacional de Energia Atômica deve decidir, a seguir, se convoca o Conselho de Segurança em Nova York.

As violações do Irã - Em seu último relatório sobre o Irã, a AIEA sustentou que durante mais de três anos Teerã não teria cumprido as determinações do Tratado de Não-Proliferação Nuclear. Na lista de violações consta produção secreta de plutônio e enriquecimento de urânio, materiais usados na fabricação de bomba atômica. Mas, ao contrário da acusação americana, a AIEA não teria encontrado indício algum de um programa iraniano de armas atômicas.

Teerã concordou em assinar o protocolo adicional ao Tratado de Não-Proliferação Nuclear, o qual permite um controle de seu programa nuclear a curto prazo pela AIEA. Embora o Irã ainda não tenha assinado o documento, a agência instrui os seus inspetores como se o protocolo já estivesse em vigor.

O Irã rechaça a acusação de Washington de que estaria desenvolvendo armas atômicas. Os Estados Unidos fizeram a guerra no Iraque em nome de uma ameaça de armas químicas e biológicas de destruição em massa, bem como de esforços do regime de Saddam Hussein para construir a bomba atômica. Até agora não existe prova de existência de tais armas no Iraque.

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