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Mundo

EUA calculam ter matado 6 mil jihadistas em ataques aéreos

Estimativa do embaixador americano no Iraque não é confirmada pelo chefe do Pentágono, que fala em "milhares" de mortos e alerta que sucesso das operações contra o "Estado Islâmico" deve ser medido de outras maneiras.

Os Estados Unidos estimam ter matado cerca de 6 mil jihadistas nos ataques aéreos contra o "Estado Islâmico" (EI). O número foi apresentado pelo embaixador americano no Iraque, Stuart Jones, numa entrevista transmitida pela emissora Al Arabia nesta quinta-feira (22/01).

Já o chefe do Pentágono, Chuck Hagel, disse não poder confirmar o número. "Nós sabemos que milhares de militantes do EI foram mortos, e nós sabemos que alguns da liderança do EI foram mortos", limitou-se a dizer.

Hagel alertou não é o número de combatentes mortos que vai determinar se as operações estão sendo bem-sucedidas. "Estive numa guerra onde houve contagem de corpos todos os dias. E nós perdemos aquela guerra", disse Hagel, referindo-se à Guerra do Vietnã, na qual os comandantes americanos divulgavam contagens diárias para transmitir a ideia de que havia progressos no combate.

Segundo ele, outros sinais mostram que o EI foi para a defensiva e estaria sob pressão. Hagel disse que os jihadistas estariam tendo problemas em recrutar novos combatentes, em manter as rotas de abastecimento abertas e de se comunicar no campo de batalha. "Estas são as métricas que devemos considerar para analisar o progresso que estamos fazendo nessa guerra", concluiu.

Não há confirmação independente sobre a estimativa de vítimas e não está claro quantos civis podem ter sido mortos nos ataques aéreos. Mas, caso correta, a estimativa de 6 mil mortos sugeriria que a coalizão internacional infligiu danos significativos à milícia jihadista.

O número de 6 mil mortos significaria que os bombardeios dizimaram entre 20% a 30% da força de combate do EI, que é estimada entre 20 mil e 31 mil combatentes, segundo relatório publicado no ano passado pela CIA. Os ataques aéreos começaram em 8 de agosto, no Iraque, e em 23 de setembro, na Síria.

PV/afp/rtr

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