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Ciência e Saúde

EUA aprovam uso do "Viagra feminino"

Medicamento para estimular libido em mulheres é aprovado pela agência reguladora americana, apesar dos efeitos colaterais potencialmente sérios, como desmaios e diminuição da pressão arterial.

A agência responsável por regulamentar alimentos e remédios nos Estados Unidos (FDA) aprovou nesta terça-feira (18/08) um medicamento controverso para tratar o baixo desejo sexual em mulheres.

O medicamento será vendido sob o nome comercial Addyi. Ele ganhou o apelido de "Viagra feminino" na imprensa, ainda que não funcione como a pílula masculina, da Pfizer, que, em 1998, virou a primeira droga aprovada para a disfunção erétil.

A FDA havia rejeitado duas vezes a droga flibanserin, produzida pela companhia privada Sprout Pharmaceuticals. O aval desta vez foi dado com a condição de que o medicamento seja comercializado junto a medidas rigorosas para garantir que os pacientes estejam conscientes dos riscos.

Os principais responsáveis pelo atraso na aprovação foram os efeitos colaterais. O Addyi pode causar desmaios e diminuição da pressão arterial. Os riscos aumentam com o consumo de álcool e de outros remédios que interfiram na absorção do "Addyi" pelo organismo.

"A aprovação fornece às mulheres afetados por baixo desejo sexual uma possibilidade de tratamento regulamentado", afirmou a diretora do Centro de Avaliação e Pesquisa de Remédios da FDA, Janet Woodcock. "A FDA se esforça para proteger e promover a saúde das mulheres. Estamos comprometidos a apoiar o desenvolvimento de tratamentos seguros e eficazes para a disfunção sexual feminina."

Pílula criticada

Alguns especialistas se opõem ao uso da pílula. A terapeuta sexual Leonore Tiefer, por trás da petição pedindo que a FDA rejeitasse novamente a venda da droga, disse que a agência foi pressionada a aprovar a pílula em uma campanha de lobby da indústria.

Viagra-Tabletten des Pharmakonzerns Pfizer

Pílulas de Viagra

"É uma miscelânea de política e ciência, e sexo e dinheiro", disse Tiefer.

A campanha de lobby tratou a falta de medicamentos para o público feminino com disfunção sexual como uma questão de direitos das mulheres. A chefe da Sprout Pharmaceuticals, Cindy Whitehead, definiu a aprovação como um momento de avanço após uma longa espera.

"Hoje, nós comemoramos o que esta aprovação significa para todas as mulheres que esperaram por muito tempo por uma opção de tratamento médico para esta condição de vida impactante", disse.

Disfunção sexual feminina é um diagnóstico que não é universalmente aceito. Estima-se que afete 14% das mulheres entre 20 e 49 anos nos Estados Unidos. A cirurgiã e dirigente do Congresso Americano de Obstetras e Ginecologistas, Cheryl Iglesia, disse que as mulheres tem sido "tolhidas" de terem um medicamento que as faça sentir "seguras e confortáveis."

MP/rtr/ap/afp

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