EUA aprovam novas sanções à Coreia do Norte | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 05.05.2017
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Mundo

EUA aprovam novas sanções à Coreia do Norte

Retaliações aprovadas pelos deputados são voltadas contra a indústria naval e a utilização de mão de obra escrava. Governo Trump pressiona aliados asiáticos a fazerem ofensiva diplomática para isolar Pyongyang.

Novas sanções são voltadas contra a indústria naval e a utilização de mão de obra escrava

Novas sanções são voltadas contra a indústria naval e a utilização de mão de obra escrava na Coreia do Norte

A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou quase por ampla maioria nesta quinta-feira (04/05) a imposição de novas sanções à Coreia do Norte, acirrando ainda mais as tensões com o regime de Kim Jong-un.

Segundo o projeto de lei, as sanções são voltadas contra a indústria naval e a utilização de mão de obra escrava. Navios de bandeira norte-coreana ou de países que não acatem as resoluções da ONU contra Pyongyang não poderão navegar em águas territoriais americanas ou ancorar nos portos do país.

Bens produzidos com a utilização de trabalho escravo na Coreia do Norte estarão proibidos de entrar nos EUA. Os norte-coreanos que utilizarem esse tipo de mão de obra estarão sujeitos às sanções.

A legislação estabelece um prazo de 90 dias para que o presidente americano, Donald Trump, decida se deve ou não designar a Coreia do Norte como um Estado que apoia o terrorismo. Essa medida acarretaria em novas sanções, que incluiriam restrições ao acesso a programas americanos de assistência a países estrangeiros, normalmente em casos de catástrofes. O projeto de lei será submetido ao Senado, que deverá ratificá-lo sem obstáculos.

A votação desta quinta-feira coincidiu com um pedido feito pelo secretário de Estado americano, Rex Tillerson, para que os países do Sudeste Asiático trabalhem mais para assegurar a aplicação das sanções internacionais ao regime de Pyongyang.

Após o encontro de Tillerson com os dez países-membros da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), seu departamento pediu que os países ponham em prática as resoluções do Conselho de Segurança da ONU e, principalmente, bloqueiem o fluxo de recursos obtidos no exterior para regime norte-coreano, utilizados para desenvolver seu programa nuclear.

Washington pressiona os países da região para que impeçam os diplomatas da Coreia do Norte de realizarem negócios destinados a financiar o desenvolvimento de armamentos em seu país. Todos os Estados da Asean possuem relações diplomáticas com o regime de Kim Jong-Un, sendo que cinco deles possuem embaixadas em Pyongyang.

Pyongyang acusa CIA de tentar matar Kim 

A Coreia do Norte acusou a Central de Inteligência dos EUA (CIA) de planejar o assassinato de Kim Jong-un. O Ministério de Segurança do Estado em Pyongyang denunciou que a agência americana e o serviço de Inteligência da Coreia do Sul estariam planejando um ataque com "substâncias bioquímicas" não especificadas para provocar a morte do líder durante cerimônias públicas na capital do país.

Em comunicado divulgado pelo imprensa estatal, o Ministério afirma que, para a CIA, "assassinatos com o uso de substâncias bioquímicas, incluindo substâncias radioativas e nano-substâncias venenosas, são os melhores métodos, não exigindo acesso ao alvo. Os resultados letais aparecem dentro de seis ou doze meses".

"Vamos desmascarar e destruir sem misericórdia até o ultimo dos terroristas da CIA e sua marionete na Coreia o Sul", dizia o comunicado, afirmado que o plano de assassinar o líder do país equivale a uma declaração de guerra.

O Ministério afirma que o plano foi desbaratado e "esmagado" pelas autoridades do pais, sem especificar de que forma isso teria ocorrido.

RC/ap/rtr/afp

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