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Mundo

EUA aliviam ainda mais restrições a Cuba

Washington autoriza cubanos a abrir contas em bancos dos EUA e facilita viagens de americanos à ilha comunista. Medidas são anunciadas poucos dias antes da viagem oficial de Obama a Havana.

Poucos dias antes da viagem histórica do presidente americano, Barack Obama, a Cuba, os Estados Unidos anunciaram nesta terça-feira (15/03) que diminuíram ainda mais as restrições de viagem e de comércio impostas à ilha comunista.

O Tesouro americano informou que as mudanças nas regras facilitarão as viagens de americanos que pretendem estudar em Cuba, além de diminuir empecilhos para que bancos americanos ofereçam serviços no país e para empresários que operam na ilha.

"Os atuais passos complementam as ações dos últimos 15 meses com a continuidade da quebra de barreiras econômicas, da capacitação do povo cubano e do avanço de sua liberdade financeira, além de traçar um novo curso nas relações entre Cuba e EUA", afirmou o secretário americano do Tesouro, Jacob Lew.

As mudanças permitem que americanos possam viajar ao país comunista por conta própria, sem ter que comprar um pacote de viagem em grupo, mas, para isso, a estadia em Cuba deve ter motivação educacional. A medida visa aumentar a demanda em voos comerciais à ilha, que devem ser retomados por companhias aéreas americanas nos próximos meses.

As novas medidas permitem ainda que cubanos abram contas em bancos americanos e que Havana realize algumas transições bancárias em instituições americanas. Além disso, com a diminuição das restrições, organizações humanitárias que ajudam o povo cubano poderão estabelecer sua presença no país.

O alívio das restrições ocorre poucos dias antes da viagem oficial de Obama a Cuba, marcada para entre os dias 20 e 22 de março. Essa será a primeira visita oficial de um presidente americano ao país em 88 anos. O último foi Calvin Coolidge, em 1928.

Depois de décadas de hostilidades, os Estados Unidos e Cuba deram início à reaproximação em dezembro de 2014. Apesar da tentativa de restabelecer as relações diplomáticas, o embargo comercial imposto pelos EUA durante a Guerra Fria ainda pesa sobre a ilha, com poucas perspectivas de que seja removido pelo Congresso americano, dominado pelo Partido Republicano.

CN/rtr/afp/ap

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