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Mundo

EUA afirmam que Assad "jamais participará" de processo de paz

Washington nega que secretário de Estado John Kerry tenha sugerido a inclusão do presidente sírio nas negociações com o objetivo de pôr fim à guerra civil na Síria. Assad diz aguardar ações concretas dos EUA.

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Bashar al-Assad, presidente da Síria

Autoridades americanas afirmaram nesta segunda-feira (16/03) que o presidente da Síria, Bashar al-Assad, jamais participará das negociações de paz que visam pôr fim à guerra civil no país.

Durante uma entrevista à emissora CBS no último fim de semana, o secretário de Estado americano John Kerry aparentou sugerir que Washington poderia manter conversações com Assad sobre um possível processo de paz no país. Entretanto, a porta-voz do Departamento de Estado, Jen Psaki, negou tal possibilidade.

Sempre houve a necessidade de que representantes do regime de Assad fizessem parte do processo, disse Psaki, ressaltando, porém, que a participação do presidente sírio jamais foi cogitada. "Não foi isso que o secretário Kerry quis dizer", afirmou.

"Continuamos a acreditar que não há futuro para Assad na Síria. Estamos tomando todas as medidas possíveis para pôr fim ao seu governo", disse a porta-voz.

Ao mesmo tempo, Assad afirmou aguardar ações concretas dos Estados Unidos. "Ainda ouvimos os comentários e temos que aguardar ações para, então, tomarmos alguma decisão", declarou. O presidente acusa os EUA de "apoiarem o terrorismo" no país ao defender a oposição síria.

Psaki acrescentou que os EUA estão abertos a "quaisquer esforços consistentes quanto ao processo de paz em Genebra" que possam trazer os dois lados de volta à mesa de negociações.

Após duas rodadas de negociações em Genebra terem fracassado, o conflito na Síria parece estar longe do fim. Em quatro anos, a guerra civil deixou mais de 215 mil mortos.

Nesta terça-feira, a Anistia Internacional acusou o governo sírio pela morte de 100 civis, incluindo 14 crianças, numa série de "impiedosos ataques aéreos" na cidade de Raqqa, bastião do "Estado Islâmico" na Síria. Num novo relatório, a organização humanitária denuncia que alguns dos ataques realizados em novembro de 2014 tinham "todas as indicações de serem crimes de guerra".

RC/rtr/afp

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