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Economia

Etiqueta eletrônica revoluciona setor de logística

SAP e Intel fecham acordo na CeBIT para vender chips com tecnologia RFID, que começa a substituir etiquetas com códigos de barras. Entidades de proteção a dados temem violação de privacidade.

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Nova tecnologia pode vigiar o consumidor

A empresa alemã SAP, maior fabricante de software corporativo do mundo, e a Intel anunciaram na CeBIT, em Hannover (10 a 16/03), uma aliança estratégica para fomentar a venda conjunta de chips RFID.

Os microchips com tecnologia RFID ( Radio Frequency IDentification), já usados, por exemplo, em computadores, automóveis, cartões bancários e de crédito e até nos brincos de identificação de animais, começam a substituir as tradicionais etiquetas com códigos de barras e devem revolucionar o setor de logística.

Etiqueta eletrônica

Segundo Jürgen Kuri, da revista de computação alemã ct, a RFID nada mais é do que uma etiqueta eletrônica, que pode ser usada tanto em depósitos quanto nas lojas, para identificar e administrar o estoque e a venda de mercadorias. O minúsculo chip, dotado de memória e capaz de efetuar transmissões de rádio, cai na categoria das tecnologias "wireless" (sem fio).

A principal vantagem do chip é que ele lê as informações sem precisar entrar em contato com o produto, permitindo o registro de paletes inteiros de mercadorias numa só leitura. Isso poupa tempo de transporte e distribuição no comércio. As redes de supermercados WalMart e Metro já usam essa tecnologia na Alemanha.

A consultora IDTechEX, de Cambridge, calcula que o mercado global de RFID deve superar os sete bilhões de dólares até 2008, com um enorme potencial para continuar crescendo. Anualmente, são etiquetados cerca de 30 bilhões de paletes e caixas em todo mundo.

Cidadão transparente

RFID Chip

Chip de RFID (Radio Frequency Identification) desenvolvido pelo Instituto Fraunhofer, da Alemanha

Segundo Kuri, a nova tecnologia avança no setor de logística não só devido à queda do preço do chip, de 50 para 15 cents de dólar nos últimos anos. "A RFID faz muito mais do que ler números. Pode ser usada, por exemplo, para a leitura eletrônica de características biométricas, como as que são usadas na personalização dos ingressos para a Copa 2006 na Alemanha. Quem tem um desses bilhetes, teoricamente, pode ser vigiado em qualquer parte, até que os dados sejam apagados. Tem-se assim o cidadão transparente", diz.

Justamente esse aspecto poderoso da RFID preocupa entidades de proteção aos dados pessoais, que temem violações à privacidade. A SAP diz que leva essa preocupação a sério e negocia com todos os setores envolvidos (empresários, encarregados da proteção aos dados, associações de usuários e organizações de hackers) meios de garantir a proteção à esfera privada.

Mas mesmo que se chegue a um acordo, não será possível oferecer 100% de segurança contra a quebra da criptografia das etiquetas eletrônicas. E é pouco provável que a resistência das entidades de proteção dos usuários possa impedir o triunfo das etiquetas inteligentes.

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