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Economia

Estudo compara a situação de empresas familiares

Em tempos de mercado globalizado, as empresas familiares parecem ser uma reminiscência de uma outra época. Mas como elas conseguem se ajustar ao mundo econômico dominado por investidores financeiros internacionais?

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Estudo traça um perfil pessimista do panorama alemão

A empresa familiar Merck fracassou na tentativa de comprar a concorrente Schering, cujas ações são cotadas na Bolsa de Valores de Frankfurt, mas o fato não indica necessariamente que a estrutura familiar seja um empecilho ao sucesso econômico. Algumas dificuldades existem e o Centro para Pesquisa Econômica Européia (ZEW), em Mannheim, estudou as condições das empresas familiares numa comparação internacional.

Existem, na Alemanha, 3,2 milhões de empresas, das quais 99% são familiares, predominantemente nas áreas de ofícios e comércio varejista. A Fundação de Empresas Familiares de Stuttgart cuida de cerca de 13 mil empresas de médio e grande portes. "O número pode não parecer expressivo, mas sua importância é grande", diz Stefan Heidbreder, diretor executivo da entidade.

Familienunternehmen Märklin

Empresas familiares predominam nos ramos ofícios de e comércio varejista

"Os números escondem uma quantia estimada de sete a oito milhões de postos de trabalho no país. E isso é um fator importante, justamente diante da diminuição do número de empregos em empresas societárias", acrescenta.

As empresas familiares têm papel essencial no mercado de trabalho interno, enquanto as cotadas pelo Dax (índice-guia do mercado financeiro alemão) crescem predominantemente no exterior, onde seu número de empregados dobrou desde 1980 – de dois para quatro milhões.

Para mostrar aos políticos e investidores as condições oferecidas justamente a empresas familiares para produzir na Alemanha, a fundação de Stuttgart encomendou um levantamento de dados ao ZEW.

O economista Friedrich Heinemann desenvolveu um índice comparativo da situação das empresas familiares em 15 novos e antigos países-membros da União Européia e outros que não pertencem ao bloco. A Alemanha não está em boa posição.

"O preocupante é que, em quatro dos pontos analisados – impostos, custos de trabalho, regulamentação e financiamento –, a Alemanha se encontra abaixo do satisfatório em três."

De 100 pontos possíveis, a Alemanha ficou com 48,7. O Reino Unido conseguiu o primeiro lugar com 70,9 pontos, seguido pelos Estados Unidos, Irlanda e Suíça. Em posições abaixo da da Alemanha encontram-se Espanha, Bélgica e França.

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