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Mundo

Estudantes intensificam protestos na França por deportação de colegas

Jovens realizam manifestações em várias cidades francesas em solidariedade a alunos enviados à força de volta a seus países de origem, em caso que gerou indignação e colocou o governo Hollande em saia-justa.

Os protestos contra a deportação de dois adolescentes de origem estrangeira se intensificaram nesta sexta-feira (18/10) em várias cidades da França, onde milhares de estudantes saíram às ruas e bloquearam a entrada de cerca de 50 escolas.

As manifestações começaram na quinta-feira e têm como principal foco o caso de Leonarda Dibrano, de 15 anos. No último dia 9 de outubro, a jovem de etnia roma foi presa na frente dos colegas durante uma excursão escolar na cidade de Sochaux e deportada para o Kosovo, onde nasceu seu pai. O outro caso envolve Khatchik Kachatryan, de 19 anos, também detido e, no sábado, deportado para seu país de origem, a Armênia.

Nesta sexta-feira, na escola Lycée Arago, em Paris, mais de cem estudantes fecharam o acesso de outros alunos ao prédio. Professores que chegavam para dar aulas só entravam no edifício após desviarem da multidão. Manifestantes traziam bandeiras e entoavam gritos com mensagens como "Arago mostrando solidariedade" e "Tragam Khatchik e Leonarda de volta, eles pertencem a este lugar".

Leonarda foi expulsa da França juntamente com a mãe e as cinco irmãs depois que o pedido de asilo da família foi rejeitado pelas autoridades francesas. Seu pai, Reshat, admitiu ter mentido ao governo sobre a nacionalidade da esposa e das filhas – que nasceram na Itália – por acreditar que teriam maiores chances de conseguir o asilo. Leonarda frequentava a escola na França havia quatro anos e tem o francês como seu primeiro idioma.

Frankreich Demonstration gegen Deportation nach Kosovo und Armenia Paris

Protestos contra a deportação de dois jovens imigrantes que estudavam na França seguem seu segundo dia

As circunstâncias da deportação de Leonarda causaram indignação não apenas entre parte da população como também entre membros do Partido Socialista, que questionam a postura do ministro do Interior Manuel Valls diante do tema imigração ilegal. O episódio também vem levantando críticas às políticas imigratórias atualmente em vigor na França.

Para críticos, a jovem foi tratada de maneira "desumana" no país onde passou os últimos cinco anos com a família. O ministro insistiu que a medida tomada em relação a Leonarda e a família seguiu os procedimentos corretos. O episódio ainda colocou em saia justa o presidente François Hollande, eleito no ano passado com forte apoio entre os jovens.

Em meio à polêmica, o governo Hollande afirmou que fará uma declaração sobre o caso neste fim de semana, após a conclusão de um processo administrativo para investigar o caso.

No ano passado, a França deportou 36.822 imigrantes –12% mais que em 2011. Isso, segundo os socialistas, se justificou pelo alto número de deportações ocorridas no início de 2012, quando Nicolas Sarkozy ainda era presidente.

MSB/dpa/afp

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