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Copa do Mundo

Estudantes estrangeiros terão Copa do Mundo própria

Dezesseis seleções universitárias defendendo as cores dos seus países: é o Mundial dos estudantes estrangeiros, evento paralelo à Copa do Mundo e que desperta paixões e gera protestos desde a sua "fase de classificação".

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O gramado ao lado do estádio de Colônia será palco do torneio

Antes de se enfrentarem para valer, em 22 de junho, Brasil e Japão darão uma palhinha do seu futebol num campo bem mais modesto que o moderno estádio do Borússia Dortmund: o gramado do parque localizado atrás do estádio do Colônia verá o embate entre o Kemari Japan e o FC Sajones Brasil y Amigos, em 27 de abril.

O jogo é válido pela Copa Acadêmica do DAAD, torneio promovido pelo Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico com o apoio do Ministério da Educação e Pesquisa. Dezesseis seleções formadas apenas por estrangeiros que estudam na Alemanha disputarão o título. Elas superaram o que pode ser chamado de "fase de classificação", deixando para trás mais de cem equipes.

Bom perdedor

Como não havia condições para avaliar o desempenho futebolístico das cerca de 120 seleções que buscavam uma vaga, a escolha se baseou na criatividade das inscrições, levando em conta o nome da equipe, o hino, a camiseta e a descrição dos motivos para participar do torneio. A decisão final acabou gerando protestos de quem ficou de fora, numa atitude que lembra muito o mundo do futebol profissional.

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Quem será melhor no drible?

"Como vocês sabem que escolheram os melhores se nunca viram as seleções jogando?", pergunta uma mensagem anônima no fórum eletrônico do torneio. "É necessário ser um bom perdedor", responde o diretor de Comunicação e Marketing do DAAD, Christian Müller.

Ele lembra que não é possível organizar um torneio com 120 seleções e que a proposta é a de fazer um encontro de amigos, não uma copa profissional de futebol. "O torneio não é prioritariamente esportivo, mas cultural, com ênfase no estabelecimento de contato entre os estudantes."

Seriedade e brincadeira

O grande número de inscrições e a criatividade das propostas surpreenderam o DAAD. "Não esperávamos esse êxito", afirma Müller. Segundo ele, chamou a atenção dos organizadores a seriedade com que alguns estudantes encararam a possibilidade de defender o seu país, mesmo que seja num torneio amador de futebol.

"É interessante observar como várias culturas reagem a uma proposta como essa. Enquanto alguns levam na brincadeira, como os espanhóis, outros levam muito a sério, principalmente pessoas vindas de países que se tornaram há pouco independentes, como o Cazaquistão e o Uzbequistão", pondera.

Estrangeiros na Alemanha

As inscrições também refletiram a composição da legião de estudantes estrangeiros na Alemanha. Se o Brasil teve apenas duas candidaturas, os chineses formaram 12 equipes e os marroquinos, nove. Segundo o DAAD, há 26 mil estudantes vindos da China na Alemanha. Do Marrocos, são 8 mil. Já os brasileiros mal e mal chegam a 1,5 mil.

Isso explica por que a seleção canarinho, como o nome FC Sajones Brasil y Amigos já entrega, entrará em campo com uma pequena ajuda de los hermanos. E por que países sem grande tradição boleira, como Egito, Ruanda, Vietnã e Tailândia, disputarão o torneio. Que não terá Argentina, França ou Itália. E nem a Alemanha, claro.

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