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América Latina

Estudante de 14 anos é morto durante protesto na Venezuela

Adolescente é baleado na cabeça durante confronto entre manifestantes e policiais na cidade de San Cristóbal. Policial da Guarda Nacional Bolivariana é principal suspeito e já teria confessado.

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Protesto contra o presidente Maduro em Caracas, em janeiro de 2015

Um estudante de 14 anos morreu nesta terça-feira (24/02) depois de ter sido baleado na cabeça durante uma manifestação na cidade venezuelana de San Cristóbal, no estado de Táchira, onde no ano passado se iniciaram os protestos contra o governo do país. A morte do estudante deve elevar a tensão na Venezuela, que enfrenta uma crise econômica e uma ofensiva do governo contra a oposição política.

Investigações preliminares sugerem que o estudante foi ferido durante um confronto entre a polícia e manifestantes e morreu no caminho para o hospital, de acordo com o presidente da Comissão de Direitos Humanos de San Cristóbal, José Vicente Garcia.

Nas redes sociais transitam uma foto e um vídeo do estudante deitado no chão, com sua mochila pendurada no ombro, enquanto um homem tenta freneticamente estancar o sangramento.

Enquanto autoridades locais alegaram que o jovem se encontrava no meio da manifestação, realizada perto das instalações da Universidade Católica de Táchira, a impressa local publicou que o estudante não estaria participando dos protestos, mas nas imediações deles.

A procuradoria-geral da Venezuela disse que está preparando uma acusação contra um policial de 23 anos da Guarda Nacional Bolivariana por seu suposto envolvimento na morte de um estudante do ensino médio.

Numa declaração transmitida pela televisão venezuelana, a ministra do Interior do país, Carmen Meléndez, prometeu que o governo vai perseguir o assassino do jovem "incansavelmente" e disse que um membro da polícia nacional já teria confessado a culpa no caso.

"Paz e tranquilidade, é o que queremos no país. Todo funcionário que viola a lei será colocado sob custódia do Ministério Público. Aqui não haverá impunidade, em nenhum caso. Nós garantimos os direitos humanos", disse Meléndez.

No ano passado, a Venezuela foi abalada por uma onda de violência em protestos contra o presidente Nicolás Maduro e em protestos contrários de manifestantes pró-governo. Os confrontos deixaram 43 pessoas mortas, entre fevereiro e maio.

Já as manifestações nas últimas semanas têm sido muito menores, após o ministro da Defesa ter autorizado no mês passado o uso de força letal para manter a ordem pública.

PV/ap/afp/dpa/rtr

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