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Alemanha

Estresse destrói florestas alemãs

Divulgado este ano quatro semanas antes da data oficial, o Relatório Anual das Florestas contém um alerta: os bosques alemães estão tão comprometidos como nunca antes.

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Sinais de doença em floresta bávara

Todos os anos, pouco antes do Natal, a ministra da Agricultura e Silvicultura, Renate Künast, divulga o Relatório sobre as Florestas alemãs. Desta vez, os números se tornaram conhecidos quatro semanas antes da divulgação oficial e ganharam destaque na imprensa por serem alarmantes. Hermann Ilaender, presidente do Conselho Alemão de Silvicultura (DFWR), fala de um "triste recorde".

As florestas alemãs sofrem de estresse. Segundo os levantamentos feitos durante o verão deste ano por centenas de técnicos florestais, 31% do total de árvores apontam o mais alto grau já registrado de desfolhamento nas copas. A espécie mais afetada é a das faias, a metade das quais já altamente danificada. No caso dos carvalhos, a taxa é de 45%, e dos abetos, uma espécie muito difundida de pinheiros, de 35%. Desde que foi divulgado o primeiro Relatório das Florestas, em 1984, nunca se registrou um avanço tão rápido dos danos de um ano para outro.

O Ministério da Agricultura conta que levará anos até que as copas das árvores consigam retornar a um estágio anterior, e isso se não permanecerem os fatores de estresse para os bosques.

Ação do clima e dos insetos – As mudanças climáticas são citadas em primeiro lugar pelos peritos entre esses fatores tão prejudiciais às florestas. Os verões excepcionalmente quentes e secos de 2002 e 2003 danificaram em especial as árvores de folhagem caduca (caducifólias). A alta concentração de ozônio no ar agrava a situação. E a ação contínua de substâncias tóxicas "aumenta a acidez do solo no ecossistema florestal, tornando-o instável", analisa Ilaender, do DFWR.

O calor leva ainda a uma explosão da população de insetos coleópteros, que penetram fundo pelas cascas das árvores adentro e as debilitam. "Uma verdadeira bomba-relógio", afirma o secretário-adjunto do Ministério da Agricultura, Mathias Berninger, tendo em vista as previsões de que os bichinhos – da família scolytidae – possam se reproduzir aos milhões, se os meses de março a junho do ano que vem forem de novo secos e quentes.

Renovação dos bosques – O que o governo tem em vista agora é renovar os bosques do país. Para tanto, precisaria incentivar o consumo de madeira, que está estacionado, para poder reflorestar em seguida. Este passo, por sua vez, deveria ser precedido de uma liberalização das leis que regulam a caça, já que os animais selvagens – tais como javalis e corças – se alimentam de preferência com brotos de árvore. Como eles vivem em grande quantidade nos bosques alemães, isso acaba minando as tentativas de reflorestamento.

Além de medidas políticas, Ilaender, do DFWR, desejaria uma maior conscientização por parte da população. "Quando se lembra dos temores existentes na época em que começou o debate sobre a morte das florestas, é paradoxal que o problema conte com tão pouca atenção hoje, quando os danos aumentaram tanto."

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