Estimativa aponta que PIB alemão vai crescer apenas 0,8% em 2012 | Notícias e análises sobre a economia brasileira e mundial | DW | 13.10.2011
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Economia

Estimativa aponta que PIB alemão vai crescer apenas 0,8% em 2012

Atingida pela crise europeia, Alemanha terá no próximo ano crescimento bem menor do que em 2011, para o qual a previsão é de 2,9%. Economistas, no entanto, descartam recessão na maior economia da Europa.

default

PIB alemão vai desacelerar no próximo ano

Após dois anos de expansão, o crescimento da economia alemã deve desacelerar no próximo ano. Segundo os prognósticos apresentados nesta quinta-feira (13/10) em Berlim pelos principais institutos de pesquisas econômicas da Alemanha, a crise da dívida que atinge a União Europeia (UE) vai abalar duramente o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) alemão, que deve despencar dos 2,9% previstos para este ano para apenas 0,8% no ano que vem. Os economistas, no entanto, descartam o risco de uma recessão.

A previsão inicial era que, mesmo com os efeitos da crise na Europa, o PIB da maior economia do continente crescesse 2% em 2012. "As crises da dívida e da confiança na União Europeia vêm afetando crescentemente a conjuntura alemã", afirmou Roland Döhrn, especialista do Instituto RWI. "Diferentemente do resto da UE, a Alemanha não caminha para uma recessão".

Sob o ponto de vista do Banco Central Europeu, a crise da dívida aumenta a desconfiança dos consumidores e do empresariado. Para o segundo semestre, a economia no bloco deve registrar um crescimento da produção moderado, afirmou o BCE em seu relatório mensal também divulgado nesta quinta-feira.

O relatório dos institutos de pesquisas é feito duas vezes por ano e, apesar de não ser um documento oficial, as previsões são usadas pelo Ministério alemão da Economia como base para projeções.

2012 trará recorde de pessoas empregadas na Alemanha

2012 trará recorde de ocupação na Alemanha

Bons ventos

Apesar da significativa queda do PIB prevista para 2012, os coordenadores da pesquisa veem bons ventos pela frente, graças a um provável aumento do consumo na Alemanha no próximo ano. Isso permitirá um aumento dos salários, recorde no número de pessoas ocupadas e inflação baixa.

"Um contágio global da magnitude que aconteceu após a insolvência do Lehman Brothers é pouco provável", afirmam os institutos. Por isso, garantem, uma grande recessão como a de 2009 não é esperada.

A inflação média alemã, que deve ficar em 2,3% em 2011, deverá cair no próximo ano para 1,8%. Também se espera que a remuneração paga por hora trabalhada aumente 2,5%.

Sobre o mercado de trabalho, o chamado "milagre do emprego" deve continuar. No próximo ano, a taxa de desemprego deve cair para 6,7%. Em 2011, a cota média de desemprego ficará em 7%. Espera-se que no ano que vem a Alemanha contabilize em média 41,3 milhões de pessoas ocupadas – um recorde.

Rösler garante que Alemanha continua sendo 'âncora' na UE

Rösler garante que Alemanha continua sendo 'âncora' na UE

"Âncora" para a UE

Após a divulgação do relatório dos institutos de pesquisa, o ministro alemão da Economia, Philipp Rösler, afirmou que a economia do país continuará sendo uma "âncora para a estabilidade e o crescimento" na Europa.

"Com isso, a alta produtividade da economia alemã trará, como nunca, um crescimento positivo para o mercado de trabalho e nas finanças públicas", disse Rösler, em visita oficial à Líbia.

Os institutos criticaram a gestão política da crise do euro. Eles querem os mesmos procedimentos no tratamento de bancos e países ameaçados de falência. Por outro lado, eles não acreditam num acirramento da crise dos bancos por conta de um remanejamento da dívida da Grécia.

Rösler concordou com a posição dos economistas com relação a regras mais claras para as políticas econômicas e financeiras na Europa. "Quanto mais decisivos e verossímeis nós fizermos este caminho, mais rapidamente vamos superar a crise da dívida na Europa", afirmou o ministro.

MS/rts/dpa
Revisão: Roselaine Wandscheer

Leia mais