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Alemanha

Estatística derruba preconceitos xenófobos

É corrente no país a idéia de que imigrantes e requerentes de asilo recebem muito dinheiro, que acabam enviando aos países de origem. Estatística contesta estas desinformações, que só alimentam o ódio aos estrangeiros.

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Preconceitos contra estrangeiros dificultam a integração

Muitos alemães costumam reclamar que os requerentes de asilo político vivem às suas custas e que os estrangeiros lhes tiram as oportunidades de trabalho. Temores que podem servir de argumento, por exemplo, aos que procuram justificativa para o avanço da extrema direita nas recentes eleições em dois estados do Leste alemão no último domingo (19/7).

Os mesmos que pregam o ódio contra os estrangeiros costumam insistir que a Alemanha não é um país de imigração. Errado, pois mesmo que a Alemanha não quisesse se considerar um país aberto a imigrantes, esta idéia hoje já é acatada mesmo nos altos escalões da política.

A insistência na pregação de que "a Alemanha não é um país de imigração" trouxe sérias conseqüências à aceitação dos estrangeiros e sua integração. Atualmente, quase todos os partidos constataram a importância da imigração para o país e vêem nela uma necessidade também no futuro.

Requerentes de asilo não nadam em dinheiro

Uma das desinformações correntes é a de que os requerentes de asilo político ganham mais dinheiro do que realmente necessitam. Na realidade, o cabeça da família recebe 40 (quarenta!) euros e, cada um dos demais membros, 20 euros mensalmente a título de despesas extras.

Moradia, alimentação e gastos adicionais, como o enxoval no caso do nascimento de um bebê, são cobertos pelo Estado, esclarece Jochen Hajungs, encarregado do governo para assuntos de migração, refugiados e integração. Portanto, nada de luxo.

E o preconceito de que muitos requerentes de asilo político ocupam vagas de trabalho que poderiam ser ocupadas por alemães? Verdade é que muitos até gostariam de trabalhar, mas são impedidos por restrições legais. Só depois de um ano na Alemanha, eles podem ocupar um posto de trabalho, desde que não estejam tirando o lugar de um alemão ou de algum cidadão da União Européia.

Estrangeiros produzem mais do que consomem

Não se deve esquecer de que os estrangeiros que trabalham na Alemanha incentivam o crescimento do Produto Interno Bruto e pagam suas contribuições sociais da mesma forma como o fazem os alemães. Um estudo do Instituto de Pesquisas Econômicas da Renânia-Vestfália revelou que os 7,3 milhões de estrangeiros que vivem na Alemanha produzem para a coletividade 15 bilhões de euros a mais do que recebem de volta dos cofres públicos.

Por outro lado, há más-línguas que pregam que "os estrangeiros roubam" os empregos dos alemães. Outra mentira, pois empresários estrangeiros produzem empregos no país. Um exemplo: no ano de 1999, os 55 mil turcos autônomos na Alemanha empregaram 300 mil pessoas e foram responsáveis por um faturamento de 50 bilhões de marcos (moeda corrente naquele ano), conforme dados do Ministério da Economia.

Cada vez menos dinheiro para o exterior

Também é falsa a idéia de que os estrangeiros remetem muito dinheiro para suas pátrias. Na realidade, estes valores são cada vez menores. Um estudo do Ministério da Economia apontou que, em 1984, o total de 1,6 milhão de trabalhadores vindos de outros países enviou 9 bilhões de marcos para suas nações de origem.

Já em 2003, quando o número de estrangeiros com emprego na Alemanha era de 2,9 milhões, a quantia remetida ao exterior foi de 6,8 bilhões de marcos. Um sinal de que esses imigrantes, cada vez mais, investem o fruto de seu trabalho no país em que moram.

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