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Mundo

Estados Unidos

Nos Estados Unidos, a liberdade de imprensa é questionada quando uma reportagem de grande repercussão se mostra equivocada.

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Artigo equivocado serviu de argumento para a invasão dos EUA no Iraque

Apesar de a liberdade de imprensa estar garantida na Primeira Emenda da Constituição, os norte-americanos ainda discutem se limites e punições devem ser impostos à mídia quando de trata de compartilhar informações secretas.

A repórter Judith Miller, do New York Times, passou 85 dias na cadeia, em 2005, por ter se recusado a nomear suas fontes confidenciais em uma história que revela a identidade da agente da CIA Valerie Plame. Em uma ação conjunta, 34 Estados argumentaram que era uma questão vital de interesse público que a jornalista tivesse o direito de proteger suas fontes – em vão. A jornalista passou uma temporada atrás das grades.

A prisão da ganhadora do prêmio Pulitzer suscitou fúria entre partidários da liberdade de imprensa, que defendem que a mídia só consegue prover ao público as informações necessárias com ajuda de suas fontes anônimas.

“Nós entendemos a necessidade de informação que os oficiais têm”, diz o presidente da Sociedade de Jornalistas Profissionais. “Mas quando a informação é extraída de um repórter, nós todos pagamos o preço de ter diminuída a independência da mídia de notícias.”

Muitos americanos ainda divergem quanto ao fato de Miller ter sido considerada um símbolo da liberdade de expressão, uma vez que muitos de seus artigos se revelaram falsos ou equivocados.

Além de ter nomeado I. Lewis “Scooter” Libby Jr., um antigo conselheiro do vice-presidente Dick Cheney, como fonte da CIA, Miller também publicou no Times um artigo afirmando que o Iraque estaria desenvolvendo tecnologia para fabricação de bombas nucleares, um dos embasamentos que o governo dos Estados Unidos utilizou para justificar o ataque ao Iraque e para argumentar que as tropas americanas haviam encontrado indícios de armas de destruição em massa. Miller se aposentou do Times em novembro de 2005.