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América Latina

Estados Unidos tentam se reaproximar de países da América Latina

Joe Biden, vice-presidente dos EUA, visita Brasil e Colômbia, e Obama recebe presidentes do Chile e Peru em Washington. Com esses esforços, norte-americanos pretendem recuperar espaço econômico na América Latina.

Os Estados Unidos pretendem reforçar os laços políticos e, principalmente, econômicos com os países da América Latina. Um dos sinais desse movimento é a visita do vice-presidente norte-americano, Joe Biden, ao Brasil e à Colômbia no mês de maio.

Além disso, o presidente Barack Obama vai receber, no início de junho, em Washington, os presidentes do Chile, Sebastián Piñera, e do Peru, Ollanta Humala. O governo Obama está priorizando, dessa forma, temas comerciais e empresariais com uma região que tem apresentado, nos últimos anos, crescimento constante, ao contrário dos Estados Unidos e da Europa.

München Sicherheitskonferenz Joe Biden

Biden vai visitar Dilma e Michel Temer no Brasil, além do presidente colombiano Juan Manuel Santos

"Em seu primeiro mandato, Obama priorizou o Oriente Médio e adjacências. Agora, no segundo mandato, há uma sinalização de que isso poderá ser revertido. Parece que eles pretendem deixar a guerra contra o terror de lado e devem tentar liberalizar o comércio", explicou Virgílio Arraes, professor de História Contemporânea da Universidade de Brasília (UnB).

De acordo com a Casa Branca, Biden vai se encontrar no Brasil com a presidente Dilma Rousseff e com o vice-presidente Michel Temer, com os quais deverá debater "formas de aprofundar a aliança comercial e econômica, assim como melhorar a cooperação no espectro amplo de assuntos bilaterais, regionais e globais que conectam ambos países".

Posteriormente, Biden vai para Colômbia, onde conversa com o presidente Juan Manuel Santos sobre questões de segurança, além de analisar "vias para melhorar a prosperidade" de ambos os países. Isso mostra a reaproximação econômica com a América Latina, já que os EUA vêm perdendo espaço para a China, União Europeia e até mesmo o Mercosul.

Perda de influência

"Na tradição da política externa regional, toda a América Latina era considerada uma região debaixo da influência política e econômica dos EUA. Hoje, eles vêm perdendo essa supremacia do ponto de vista político para Europa e China. Essa visita serve para que o país se aproxime mais da América Latina, também comercialmente", frisou Evaldo Alves, coordenador do curso de negócios internacionais e comércio exterior da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

O professor de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Eduardo Mariutti, diz que, devido à intensificação das relações da China com a América do Sul, que ocorreu em sincronia com um tênue processo de polarização do Atlântico Sul em direção ao Brasil, o interesse dos EUA pela região vai aumentar.

"Mas esse interesse vai aumentar no velho estilo: promover 'parcerias' que reforcem a predominância dos EUA na região, com vista a reforçar seu status quo. Esses contatos entre os presidentes são sinais dos EUA de que eles estão de olho na região", ressaltou Mariutti.

A última escala será a ilha caribenha de Trinidad e Tobago, onde Biden vai se reunir com líderes de vários países do Caribe, de forma similar ao encontro que Obama celebrou com seus pares na última semana na Costa Rica.

Piñera e Humala em Washington

No dia 4 de junho, Obama vai receber o presidente chileno, Sebastián Piñera, o qual assim reciproca a visita do chefe de Estado norte-americano a Santiago, em março de 2011.

Zum Tod von Hugo Chavez Venezuela

Após morte de Chávez (foto) e desgastes de Cristina Kirchner, há mais espaço para presença dos EUA na região, diz especialista

Já a visita do presidente peruano, Ollanta Humala, a Washington está marcada para 11 de junho. Os dois deverão conversar sobre temas econômicos, principalmente quanto ao Acordo de Associação Transpacífica (TPP, em inglês), do qual o Peru é um dos poucos países da América Latina participantes, junto a Chile e México. Outros temas são a luta contra o narcotráfico, educação e a agenda de inclusão social de Humala.

Com a Europa em crise, os EUA constataram que podem crescer economicamente tendo como aliados os países latino-americanos. "Ainda mais com a saída de cena de Hugo Chávez, diante de um carisma menor da presidente Dilma Rousseff comparando-se com Lula, e diante da crise argentina e do desgaste de Cristina Kirchner. Então isso abre uma perspectiva para uma presença maior dos EUA na região", argumentou Arraes, da UnB.

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