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Mundo

Estado vai boicotar firmas corruptas

A Alemanha vai criar um cadastro anticorrupção para punir práticas ilegais de propina e de doações aos partidos políticos.

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Werner Müller: Alemanha não é uma República de banana

A iniciativa foi do ministro da Economia, Werner Müller, o único sem partido no gabinete do chanceler federal Gerhard Schröder, com o argumento de que a Alemanha não seria uma República de banana.

A medida faz parte de um projeto de lei que proíbe encomendas estatais às firmas de construção civil e de tráfego suburbano que não paguem os salários previstos nos acordos coletivos de trabalho. Ela foi aprovado na câmara baixa do Legislativo (Bundestag) pela maioria dos partidos governistas social-demoacrata (SPD) e Verde, mas ainda terá de passar pela câmara alta (Bundesrat), onde o governo não dispõe de maioria.

A oposição democrata-cristã, social-cristã e liberal argumentou no debate no Bundestag que as condições previstas prejudicam a concorrência e geram desvantagens para as firmas do leste alemão, onde o nível dos salários é muito inferior aos dos que são pagos na região ocidental.

Combate à corrupção – A criação do registro de firmas corruptas foi proposta pelo ministro da Economia, duas semanas atrás, em meio a um escândalo de doações anônimas ao SPD, em Colônia, supostamente para facilitar a construção de um centro de incineração e tratamento de lixo. A lei é também uma conseqüência do escândalo de doações à CDU, no tempo em que Helmut Kohl era chefe de governo e presidia o partido democrata-cristão.

Uma Comissão Parlamentar de Inquérito está investigando há mais de dois anos se o governo Kohl tomou decisões influenciado por propinas ou doações à sua legenda, como a exportação de 36 dos cobiçados Fuchs à Arábia Saudita. O ex-chanceler federal admitiu ter depositado dois milhões de marcos de doações anônimas em contas secretas na Suíça e até hoje não revelou os nomes dos doadores.