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Mundo

"Estado Islâmico" reivindica atentados na capital do Iêmen

Ao menos 31 pessoas morrem e dezenas ficam feridas em cinco explosões realizadas em Sanaa. Grupo extremista sunita assume autoria de quatro carros-bomba em operações contra o grupo rebelde xiita Houthi.

Ao menos 31 pessoas foram mortas e dezenas ficaram feridas em cinco explosões simultâneas realizadas, nesta quarta-feira (17/06), junto a mesquitas xiitas e escritórios oficiais na capital do Iêmen, Sanaa. Os ataques foram reivindicados pelo grupo extremista "Estado Islâmico" (EI).

"Os soldados do 'Estado Islâmico no Iêmen', numa onda de operações militares em vingança pelos muçulmanos contrários aos apóstatas houthis, detonaram quatro carros-bomba perto de centros houthis", disse o comunicado dos jihadistas.

O conflito no Iêmen coloca o grupo xiita Houthi – que tomou a capital no ano passado – e as unidades militares leais ao ex-presidente iemenita Ali Abdullah Saleh contra um conjunto de forças, incluindo separatistas do sul, milícias locais e tribais, militantes islâmicos e partidários do presidente exilado Abd Rabbuh Mansur al-Hadi. Além disso, Hadi ainda recebe o apoio da coalizão internacional liderada pela Arábia Saudita, que começou a realizar ataques aéreos em março.

O país árabe mais pobre do mundo é também o lar do braço mais perigoso da Al Qaeda. O grupo,

cujo líder foi morto num ataque de drone dos EUA

, tem como alvo os xiitas houthis e seus militantes estão envolvidos em ataques diários no centro do Iêmen.

As Nações Unidas estão mediando conversações entre as facções rivais em Genebra, na Suíça, visando por um fim à violência e enfrentar a crise humanitária no Iêmen. Mediadores esperam conseguir uma trégua humanitária durante o Ramadã – o mês no qual os muçulmanos praticam o jejum religioso. O ritual começa nesta quinta-feira, mas nenhum dos lados demonstrou qualquer desejo de comprometimento.

Apesar de quase três meses de ataques aéreos, as forças anti-Houthi fizeram pouco progresso. O conflito matou quase 1.500 civis e feriu mais de outros três mil, segundo a ONU.

PV/rtr/afp

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