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Mundo

"Estado Islâmico" reivindica ataques no Iraque

Grupo radical assume autoria de atentados com carros-bomba em Diyala, os quais deixam dezenas de mortos e feridos. Província é alvo de investidas menos de um mês após ataque dos extremistas que deixou mais de cem mortos.

O grupo extremista "Estado Islâmico" (EI) reivindicou a autoria de dois ataques a bomba na província iraquiana de Diyala, que mataram ao menos 58 e feriram cerca de cem pessoas nesta segunda-feira (10/08).

Em janeiro deste ano, autoridades iraquianas haviam declarado vitória sobre os insurgentes na província de Diyala, que faz fronteira com o Irã, após forças de segurança e paramilitares xiitas expulsarem os extremistas de cidades e vilarejos. Mas o EI continuou ativo.

Nesta segunda-feira, um carro-bomba explodiu na área do mercado central de Huwaydir, a cerca de quatro quilômetros de Baquba, capital da província, matando 51 pessoas e deixando ao menos 80 feridos, segundo fontes médicas e policiais.

Num comunicado veiculado na internet por apoiadores do EI, que controla grandes áreas no norte e no oeste iraquianos, o grupo afirma que o alvo do ataque foram "rejeicionistas" – termo usado pelos militantes radicais sunitas para se referir aos muçulmanos xiitas.

Outro carro-bomba explodiu no distrito de Kanaan, matando sete e ferindo ao menos outras 15 pessoas, segundo uma fonte policial. O EI afirmou que o ataque visava atingir um posto de controle do Exército e de voluntários do Hashid al-Shaabi – grupo que reúne sobretudo milícias xiitas que lutam contra o grupo jihadista.

Os dois atentados ocorreram menos de um mês após um ataque suicida que deixou mais de cem mortos em Khan Bani Saad, em Diyala. Após o incidente, no dia 17 de julho, também reivindicado pelo "Estado Islâmico", as autoridades haviam reforçado a segurança na província, especialmente em Baquba, que fica a 70 quilômetros da capital Bagdá.

O EI já esteve por trás de uma série de ataques de larga escala similares, contra civis ou postos militares. O grupo controla atualmente cerca de um terço do Iraque e da Síria.

LPF/afp/rtr/ap

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