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Mundo

"Estado Islâmico" paga até 10 mil dólares por recrutado

Pagamento a intermediários varia de acordo com nível de educação de recrutado que se une aos jihadistas na Síria e no Iraque, afirma ONU. Idade média de combatentes estrangeiros é de 23 anos.

O grupo extremista "Estado Islâmico" (EI) paga até 10 mil dólares por cada pessoa que intermediários recrutam para se unir aos jihadistas na Síria e no Iraque, afirmou um relatório das Nações Unidas apresentado nesta sexta-feira (16/10), em Bruxelas. A Bélgica seria um dos principais países na Europa de origem de combatentes estrangeiros.

Os intermediários "são pagos em função do número de pessoas recrutadas e da aceitação dos voluntários de se casarem em seguida", disse o grupo de especialistas da ONU, que investigou as atividades de combatentes estrangeiros que se unem aos terroristas nas zonas de conflito. Muitos dos recrutadores agem a partir da Síria.

"Há casos em que os recrutadores recebem 2 mil, 3 mil e até 10 mil dólares, dependendo de quem é recrutado. Se é alguém com um nível elevado de educação, como um especialista em informática ou um médico, eles recebem mais", afirmou a diretora desse grupo de trabalho da ONU, Elzbieta Karska.

As investigações da ONU mostraram que o grupo extremista com sede na Bélgica Sharia4Belgium alistou a primeira onda de combatentes estrangeiros para o conflito na Síria, em 2010. Com a prisão de seus membros e o desmantelamento da organização, a forma para angariar aliados mudou. "O método-chave de recrutamento é através de redes informais de amigos e família e por meio das redes sociais", afirma Karska.

O relatório mostrou que existem diversos perfis de combatentes, porém, a idade média dos recrutas é de cerca de 23 anos. Karska ressaltou ainda que houve um aumento no número de mulheres que está deixando a Bélgica para se casar com jihadistas ou tomar conta de extremistas doentes ou feridos.

O documento apontou motivos variados para jovens se unirem ao "Estado Islâmico", indo de "convicção religiosa" até "espírito de aventura". Karska ressaltou também que nem sempre os combatentes estrangeiros sofriam com o desemprego no país de origem. "Muitos tinham boas condições materiais", reforça.

CN/lusa/afp

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