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Mundo

"Estado Islâmico" explode torres milenares em Palmira

Jihadistas prosseguem campanha de destruição da cidade histórica, considerada patrimônio da humanidade pela Unesco. São poucos os monumentos que continuam de pé no local.

Extremistas do "Estado Islâmico" (EI) explodiram várias das torres funerárias da cidade histórica de Palmira, informou nesta sexta-feira (04/09) o diretor do departamento de antiguidades e museus de Damasco, Maamoun Abdulkarim.

Com o último atentado, o EI prossegue sua campanha de destruição da cidade capturada em maio, considerada patrimônio da humanidade pela Unesco, além de outras locais históricos nos territórios sob seu controle na Síria e no Iraque.

Abdulkarim afirmou que entre as sete torres funerárias destruídas estavam as três mais preservadas e mais valorizadas do local, incluindo a Torre de Elahbel.

"Recebemos relatos há dez dias, mas apenas agora pudemos confirmar as notícias", contou. "Obtivemos imagens de satélite da organização Iniciativa do Legado da Síria, sediada nos Estados Unidos, datadas do dia 2 de setembro."

A Unesco considera as torres como os "mais antigos e mais distintos" monumentos funerários de Palmira. "Os edifícios de arenito de vários andares pertencia às famílias mais ricas", afirma a entidade.

Abdulkarim conta que a Torre de Jambalik, do ano 83 A.C, também foi destruída, juntamente com a Torre de Ketout, de 44 A.C., famosa pelas cenas pintadas em suas paredes.

Ele diz que as torres eram símbolos da força econômica de Palmira no século 1, quando o oásis no deserto dominava as rotas de comércio entre o leste e o oeste. Alguns monumentos em Palmira ainda estão intactos, como o Templo de Nabu e o anfiteatro que chegou a ser utilizado pelo EI como cenário da execução de 25 soldados sírios.

No ultimo domingo, os terroristas explodiram o Templo de Bel, de dois séculos de existência. Pouco antes, o templo de Baal-Shamin também havia sido alvo da campanha de destruição dos jihadistas.

Em meados de agosto, os jihadistas do EI executaram Khaled al-Assad, que exerceu por 50 anos o cargo de chefe de arqueologia de Palmira, por ter escondidos tesouros culturais dos extremistas.

A Unesco considera a destruição do patrimônio de Palmira "um crime intolerável contra a civilização".

RC/ap/afp

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