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Mundo

"Estado Islâmico" explode templo histórico em Palmira

Grupo radical destruiu o Templo de Baal-Shamin, construção de cerca de 2 mil anos. Sítio arqueológico na cidade síria, declarada Patrimônio Mundial da Unesco, foi capturado pelo grupo terrorista em maio deste ano.

O grupo radical "Estado Islâmico" (EI) destruiu o Templo de Baal-Shamin, de cerca de 2 mil anos, na cidade histórica de Palmira. O arqueólogo Maamun Abdulkarim, diretor do Departamento de Museus e Antiguidades da Síria, confirmou a destruição nesta segunda-feira (24/08). Segundo ele, os extremistas explodiram no domingo a construção histórica.

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos, organização baseada em Londres, afirmou, no entanto, que o templo foi destruído já há um mês, de acordo com relatos de civis que fugiram da cidade,

tomada pelo EI de forças governamentais em maio

.

Ambas as fontes, entretanto, concordam que os radicais islâmicos usaram grandes quantidades de explosivos para demolir a construção.

As bem conservadas ruínas de Palmira, que datam dos primeiros séculos depois de Cristo, foram declaradas Patrimônio Mundial da Unesco em 1980. O Templo de Baal Shamin é tido como um dos edifícios mais importantes do sítio arqueológico.

Na semana passada, os militantes do EI

decapitaram

, em praça pública, Khaled al-Assad, de 82 anos, que foi chefe de arqueologia de Palmira por 50 anos. A cabeça do arqueólogo teria sido exposta sobre uma coluna romana localizada no centro da cidade.

MD/dpa/rtr/afp

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