″Estado Islâmico″ executa 15 de seus próprios membros após morte de líder | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 03.04.2016
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Mundo

"Estado Islâmico" executa 15 de seus próprios membros após morte de líder

"Agentes de segurança" do EI foram acusados de colaborar com o inimigo e são mortos num quartel ao sul de Raqqa, na Síria, afirma ONG. Execuções ocorrem depois da morte de importante líder militar dos jihadistas.

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Combatentes do grupo "Estado Islâmico"

O grupo extremista "Estado Islâmico" (EI) executou 15 de seus próprios "agentes de segurança" depois que um importante líder da organização foi morto na quarta-feira passada, durante um bombardeio na Síria, afirmou neste domingo (03/04) o Observatório Sírio para os Direitos Humanos.

Em comunicado, a ONG indica que esses 15 membros faziam parte de um grupo de 35 "agentes" do EI que foram detidos pelo grupo após o bombardeio, supostamente lançado pela coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos e que matou o comandante militar Abu al-Hiya al-Tunisi.

O diretor do Observatório Sírio para os Direitos Humanos, Rami Abdulrahman, disse à agência de notícias Efe que a execução dos 15 homens ocorreu no sábado, após o EI os ter acusado de espionagem a favor do inimigo. As execuções ocorreram no quartel de Al Talaya, ao sul de Raqqa.

Segundo o Observatório, as execuções foram ordenadas pela cúpula do "Estado Islâmico" em Mossul, no Iraque.

Na noite de 30 de março, um drone bombardeou o veículo em que estava Tunisi, nos arredores da cidade de Raqqa, principal bastião do EI em território sírio. Tunisi havia sido enviado do Iraque para a Síria pelo líder do EI, Abu Bakr al-Baghdadi, para supervisionar as operações militares da organização na província de Alepo, no noroeste do país.

Tunisi foi morto durante o ataque, juntamente com outro homem, que não se sabe se era o condutor do veículo ou um outro líder jihadista. Nas últimas semanas, vários líderes da EI morreram em bombardeios.

AS/efe/lusa/rtr

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