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Mundo

"Estado Islâmico" afirma ter decapitado segundo jornalista americano

Vídeo mostraria morte de Steven Sotloff, de 31 anos, refém dos terroristas desde 2013, além de anunciar a próxima vítima, um britânico. Washington condena suposto ato, mesmo antes de confirmar autenticidade das imagens.

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Steven Sotloff (de capacete preto) em junho de 2011

O grupo fundamentalista "Estado Islâmico" (EI) divulgou pela segunda vez, nesta terça-feira (02/09), um vídeo mostrando a suposta decapitação de um jornalista americano mantido como refém. Desta vez trata-se de Steven Sotloff, repórter free-lancer de 31 anos, sequestrado na Síria em agosto de 2013.

Steven Sotloff US Journalist

Steven Sotloff estava como refém do EI desde 2012

Ele já aparecia no vídeo da execução do fotojornalista James Foley – divulgado na internet pelos terroristas em 19 de agosto último –, sendo anunciado como a próxima vítima. Oito dias mais tarde, a mãe de Sotloff ainda apelou para que ele fosse libertado, numa mensagem filmada ao autoproclamado califa do EI, Abu Bakr al-Baghdadi.

Sotloff colaborava com as revistas Time e Foreign Policy. Como no caso de Foley, a suposta decapitação do jornalista – vestido de macacão alaranjado que evoca Guantánamo – é realizada por um homem mascarado com sotaque britânico.

Em ambos os casos, os militantes sunitas alegam tratar-se de uma retaliação pelos ataques aéreos dos Estados Unidos contra seus combatentes no norte do Iraque.

No vídeo, intitulado "Uma segunda mensagem para a América", o algoz mascarado anuncia o refém britânico David Cawthorne Haines como próxima vítima. E adverte os governos para que se retirem "dessa aliança maligna dos EUA contra o 'Estado Islâmico'".

Washington promete investigação urgente

As informações relativas à execução de Steven Sotloff partem do site Intelligence Group, organização americana que monitora atividades terroristas. Washington ainda não confirmou a autenticidade do vídeo, porém a porta-voz do Departamento de Estado, Jen Psaki prometeu que o serviço de análise dos EUA "trabalhará o mais rápido possível" nesse sentido.

"Se o vídeo é genuíno, estamos enojados por esse ato brutal, tirando a vida de mais um cidadão americano inocente. Nossos corações estão com a família Sotloff, e forneceremos mais informações na medida em que estejam disponíveis", declarou Psaki.

As Forças Armadas americanas retomaram os ataques aéreos no Iraque em agosto último, pela primeira vez desde o fim da ocupação no país, em 2011, numa tentativa de combater o "califado" proclamado pelo EI. Ele engloba parte da Síria e do Iraque, e é caracterizado por execuções e punições arbitrárias, assim como por limpezas étnicas e religiosas.

AV/ap/rtr/afp/dpa

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