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Mundo

Estabilização da região depende da Síria e do Irã, diz ministro iraquiano

Em visita ao estúdio da DW em Berlim, ministro iraquiano do Exterior, Hoshyar Zebari, acentua papel dos países vizinhos no processo de pacificação do Iraque. E diz que iraquianos precisam trabalhar a era da ditadura.

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Hoschyar Zebari em visita à DW em Berlim

O ministro das Relações Exteriores do Iraque, Hoshyar Zebari, que esteve em Berlim para encontrar-se com políticos, manifestou em visita ao estúdio da Deutsche Welle na capital otimismo quanto a um futuro melhor para seu país.

Ainda que consciente dos graves problemas que abalam o Iraque, ele vê mesmo no anúncio da retirada do soldados britânicos pelo ministro-ministro britânico, Tony Blair, um aspecto positivo. "A questão da segurança nas províncias do sul é bem melhor do que em Bagdá", declarou, "e o governo iraquiano está disposto a assumir das tropas estrangeiras a responsabildade nessa região."

Que a paz no Iraque não pode ser alcançada apenas com soldados, é um fato indiscutível para Zebari. Sem a cooperação dos países vizinhos – em especial da Síria e do Irã – no plano político, a estabilização da região é inviável, afirmou o ministro. Mesmo porque seria preciso acabar finalmente com o contrabando de armas ao longo das fronteiras.

Otimismo quanto à nova estratégia de segurança

A nova estratégia com que as tropas norte-americanas e iraquianas tentam conter os rebeldes, principalmente na capital iraquiana, é vista por Zebari com bons olhos. Trata-se do terceiro plano de segurança no prazo de sete meses, mas desta vez funcionará, acredita o ministro.

"Mas Bagdá é uma cidade grande, e a estratégia não terá efeito imediato, talvez em apenas dois ou três meses. Não é apenas um plano de segurança, mas um plano para o desenvolvimento econômico e político. Estamos certos de que essa concepção vai acabar se impondo."

Necessidade de reelaborar o passado

Um dia, quando houver mais segurança no Iraque, quando diminuir o número de mortos em atentados e reinar um pouco mais de paz no país, chegará então a hora de os iraquianos se confrontarem com seu passado. A era da ditadura precisa ser trabalhada pelas pessoas, diz o ministro.

Um passo importante nesse sentido já foi dado, diz ele. A execução do ex-ditador Saddam Hussein representou, segundo Hoshyar Zebari, o início de um processo de cura para o povo iraquiano.

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