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Alemanha

Esqueletos encontrados podem ser de vítimas do regime nazista

Esqueletos de crianças encontrados em vala comum de cemitério no oeste alemão provavelmente são de vítimas de programa nazista de assassinato de deficientes.

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Embora as investigações estejam apenas em seu início, são fortes os indícios de que os esqueletos encontrados no oeste da Alemanha sejam de vítimas do programa nazista de aniquilamento de deficientes, informou nesta quinta-feira (05/10) o procurador da República Ulrich Maass, da Central de Perseguição a Crimes Nazistas, de Dortmund.

Até agora já foram encontrados 56 esqueletos de crianças e adultos numa vala comum no cemitério de Menden, pequena cidade próxima a Dortmund. As escavações foram iniciadas a partir de relatos de testemunhas da época. As buscas deverão continuar na próxima semana.

Vinte e quatro restos mortais estão sendo examinados por médicos legistas na Clínica Universitária de Düsseldorf. Em pelo menos um crânio foi constatada hidrocefalia, enquanto outras duas crianças tinham Síndrome de Down. Suspeita-se que os adultos possam ter sido vítimas de bombardeios durante a guerra.

Calmantes, veneno ou desnutrição

Os investigadores revelaram que na cidade vizinha de Wimbern havia um hospital com uma ala especial onde durante o regime nazista foram mortos deficientes trazidos de toda a região, onde teriam recebido overdoses de calmantes, veneno ou morriam de fome. "Estamos bem no início das investigações", disse Maass, que manifestou a esperança de solucionar o "quebra-cabeça" sobre um "hospital de campanha" mandado construir em 1943 pelo médico de Hitler, Karl Brandt.

O historiador Bernd Walter contou que o assassinato de deficientes prosseguiu mesmo após o término oficial do programa da eutanásia, em 1941. Segundo ele, calcula-se que foram mortas 130 mil pessoas em diversas "clínicas" distribuídas pelo país. Para ele, os esqueletos encontrados em Menden devem ser de vítimas da época.

Junto à administração regional de Menden foram encontradas duas pastas contendo 300 atestados de óbito, dos quais 100 são de crianças, o que provavelmente ajudará na identificação dos restos mortais. "Queremos dar um nome aos mortos", destacou Maass, que procura testemunhas que na época trabalharam no local para ajudar nas investigações e eventualmente ainda apurar algum responsável pelas mortes.

As escavações no local prosseguem na próxima semana. Serão examinadas ainda fotografias aéreas da área onde os esqueletos foram encontrados feitas nas últimas semanas da Segunda Guerra Mundial, para procurar sinais de outras valas comuns.

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