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Alemanha

Esportes de inverno ameaçados

Aquecimento global pode levar a escassez de neve, derretimento das geleiras e um maior perigo de avalanchas, segundo estudo da ONU.

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Turistas terão que buscar regiões mais altas, afirmam cientistas

Muitas estações de esportes de inverno correm perigo de paralisação nas próximas décadas por falta de neve, constataram pesquisadores da Universidade de Zurique. O estudo, realizado sob encomenda do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), foi apresentado esta semana durante um congresso sobre esportes realizado em Turim, na Itália.

Para o diretor do Pnuma, o alemão Klaus Töpfer, as conclusões dos cientistas mostram que "a mudança climática que está acontecendo agora já pode ser medida". E, o que deve servir de alerta em especial para o mundo industrializado, ela não afeta "apenas os países em desenvolvimento".

Ameaça maior na Alemanha e Áustria

Após comparar previsões internacionais de temperaturas, os pesquisadores calcularam aumentos entre 1,4 e 5,8 graus centígrados nas temperaturas médias, até o ano 2100. Com isso, estações de esqui situadas em altitudes mais baixas estariam especialmente ameaçadas. Como exemplo típico, eles citam Kitzbühel, no Tirol austríaco, que fica a apenas 760 metros. Mas veêm em perigo também outros centros de esportes de inverno nos Alpes alemães e austríacos, bem como na Floresta Negra e na região do Allgäu, no sudoeste da Alemanha. Em seus estudos, os pesquisadores se ocuparam com os efeitos do aquecimento global em estações de esqui na Alemanha, Áustria, Suíça, Itália, Austrália, Estados Unidos e Canadá.

Neve artificial não é solução

Gletscher gehen zurück Alpen Schweiz

Placa avisa em geleira nos Alpes Suíços: diminuição de 1687 metros desde 1900

Atualmente, o limite mágico para a garantia de neve gira em torno dos 1300 metros de altitude. Na Áustria, esse limite deve subir em 200 ou 300 metros, dentro de 30 a 50 anos, alertam os estudiosos. Se a emissão de gases causadores do efeito estufa não for reduzida, no futuro a prática de esportes de inverno só será possível a partir de uns 1800 metros de altitude: este o quadro que eles pintam.

Produzir neve artificial não é a solução, acentua Rolf Buerk, geógrafo da Universidade de Zurique. Os altos custos de investimento encareceriam o quilômetro de neve em 30 mil euros. Tampouco adianta querer escapar para as geleiras, que vêm diminuindo de extensão por derretimento, nos últimos 100 anos. Para a Suíça, os cientistas prevêem que elas encolham ainda 20% a 70 % até 2030.

Outro efeito da mudança climática sobre o turismo de inverno seria o aumento do perigo de avalanchas a partir de 2000 metros de altitude, com o conseqüente crescimento do risco para os praticantes de esportes.

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