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Mundo

Espiões alemães ajudam oposição síria, afirma jornal

Agência de espionagem alemã apoia insurgentes sírios, diz jornal. Segundo o "Bild am Sonntag", navio da Marinha alemã vigia os movimentos das tropas sírias para fornecer informações aos rebeldes.

O Serviço Federal de Informações (BND, na sigla em alemão) está apoiando os insurgentes na Síria. De acordo com uma reportagem publicada neste domingo (19/08) pelo jornal Bild am Sonntag, um navio da Marinha da Alemanha munido com equipamentos de espionagem de alta tecnologia encontra-se diante da costa síria.

Os equipamentos do BND permitem vigiar os movimentos de tropas a até 600 quilômetros de distância da orla. Conforme o jornal, os dados seriam repassados às forças rebeldes através dos serviços de informação dos ​EUA e do Reino Unido.

Além disso, o periódico alemão afirma que agentes do BND estão estacionados na base turca da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) de Adana, de onde vigiam o tráfego de rádio e chamadas telefônicas da Síria. Além disso, seria mantido contato informal com fontes próximas ao regime de Bashar al-Assad. O BND não quis comentar as informações.

"Nenhum serviço de inteligência ocidental tem tão boas fontes na Síria como o BND", ressaltou um funcionário da inteligência dos EUA, em entrevista ao Bild am Sonntag. Segundo o norte-americano, o próprio BND estaria "orgulhoso" de suas importantes contribuições para a derrubada do regime Assad.

Recentemente, o diretor do BND, Gerhard Schindler, havia afirmado em entrevista que os dias do regime Assad possivelmente estariam contados, e que o setor militar sírio se esfacela cada vez mais.

Confirmação ministerial

Um porta-voz do Ministério da Defesa da Alemanha confirmou em Berlim que um navio auxiliar da Marinha se encontra em águas internacionais no leste do Mediterrâneo. Segundo o funcionário, este tipo de embarcação – equipada com tecnologia de reconhecimento e comunicação – tem como tarefa obter informações. O navio, segundo o órgão, encontra-se estacionado em um porto na Sicília.

Na Síria, os confrontos continuam, fazendo vítimas sobretudo entre civis, de acordo com o chefe da missão de observação da Organização das Nações Unidas (ONU), general Babacar Gaye. Segundo o líder, tanto as forças do governo quanto os rebeldes não contribuem para a proteção dos civis no conflito.

"Ambas as partes têm obrigações no âmbito do direito internacional humanitário de garantir que os civis sejam protegidos", sublinha Gaye. Desde junho, ambos os lados não se sentem vinculados a uma trégua. Como resultado, a violência tem aumentado dramaticamente.

Missão da ONU termina neste domingo

Nordrhein-Westfalen/ ARCHIV: Der damalige Sonderbeauftragte der vereinten Nationen fuer Afghanistan, Lakhdar Brahimi beantwortet auf einer Pressekonferenz nach der Aussenministerkonferenz Afghanistan im Wiederaufbau auf dem Petersberg in Bonn die Fragen der Journalisten (Foto vom 02.12.02). Eine Woche nach dem Ruecktritt von Kofi Annan als UN-Sondergesandter fuer Syrien wird der fruehere algerische Aussenminister Lakhdar Brahimi als aussichtsreicher Kandidat fuer die Nachfolge gehandelt. (zu dapd-Text) Foto: Torsten Silz/dapd

Lakhdar Brahimi encara difícil tarefa de mediar conflito como novo enviado especial à Síria

O Conselho de Segurança da ONU determinou nesta quinta-feira (16/08) o fim da missão de observadores, devido ao aumento da violência na Síria. O mandato termina neste domingo. Gaye, porém, assegurou que a ONU continuará engajada na busca de uma solução para o conflito na Síria.

Neste fim de semana, foram registradas batalhas, entre outros, em Damasco e em Aleppo, assim como nas províncias de Homs, Daraa e Deir as-Saur. Segundo a oposição, pelo menos 172 pessoas morreram somente neste sábado. Enquanto isso, a televisão estatal síria mostrou Assad orando em uma mesquita em Damasco. Neste domingo, começa a festa de três dias que comemora o encerramento do Ramadã, mês de jejum ritual islâmico.

Nesta sexta-feira (17/08), o argelino Lakhdar Brahimi foi nomeado novo enviado especial à Síria da ONU e da Liga Árabe, substituindo o ex-secretário geral da ONU Kofi Annan como mediador do conflito no país. Para não falhar, como Annan, nesta tarefa aparentemente impossível, ele colocou algumas condições. Entre outras coisas, Brahimi, de 78 anos, cobrou apoio do Conselho de Segurança. "Se não me apoiarem, não há nada a fazer", alertou.

MD/rtr/afp/dpa/dapd
Revisão: Luisa Frey

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