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Mundo

Espião alemão é detido por suspeita de trabalhar para os EUA

Funcionário do serviço secreto alemão BND teria vendido mais de 200 documentos confidenciais à agência americana. Caso deve abalar ainda mais relação entre os dois países.

Um funcionário do Departamento Federal de Informações (BND, na sigla em alemão) está detido há dois dias pela polícia, sob suspeita de espionar para os EUA, segundo noticiou a imprensa alemã nesta sexta-feira (04/07).

Interrogado na véspera pela Promotoria Pública, o homem de 31 anos confessou haver coletado, entre outros, dados sobre a comissão parlamentar que conduz o inquérito, atualmente em curso no Bundestag (câmara baixa do parlamento alemão), sobre as atividades na Alemanha da Agência de Segurança Nacional (NSA) dos Estados Unidos.

De acordo com as emissoras públicas de TV NDR e WDR e o jornal Süddeutsche Zeitung, a Promotoria confirmou que a prisão se deu por pesarem "fortes suspeitas de atividade de espionagem" sobre o funcionário do serviço secreto alemão. Inicialmente, ele era suspeito de haver buscado contato com a Rússia.

O tabloide Bild noticiou que o funcionário do BND teria agido como agente duplo durante pelo menos dois anos. Citando fontes dos serviços de segurança, o periódico afirma que o homem roubou 218 documentos secretos do departamento, armazenando-os num pen-drive. Em encontros na Áustria com agentes do serviço secreto americano, ele teria recebido um total de 25 mil euros pelo material, que incluía pelo menos três documentos relacionados à CPI da NSA.

EUA se calam

Consta que a chanceler federal Angela Merkel já estava informada sobre o caso desde a quinta-feira. Porém não foi esclarecido se o tema foi abordado durante o telefonema entre a chanceler e o presidente dos EUA, Barack Obama, naquela mesma noite. O governo americano se recusou a comentar o assunto, que deve abalar ainda mais a relação entre os dois países.

Objeto do inquérito no Bundestag são as revelações de que, durante anos, a NSA haveria monitorado as comunicações de cidadãos e políticos da Alemanha, entre os quais, a própria Merkel. As divulgações nesse sentido, pelo ex-colaborador da NSA Edward Snowden, no ano passado, provocaram um impasse nas relações Berlim-Washington.

Pouco depois das revelações foi criada a CPI em questão, com o fim de investigar a extensão e as circunstâncias da espionagem internacional na Alemanha. Há algum tempo, as autoridades de segurança do país já suspeitavam que a comissão estivesse sendo espionada por agências estrangeiras.

AV/afp/dpa

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