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Alemanha

Espermatozóide também cheira

Que espermatozóide tinha "nariz", os cientistas já sabiam. Uma equipe de Bochum comprovou agora que ele "cheira". A descoberta que pode ajudar tanto quem deseja como quem não quer ter filhos.

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Farejando, eles chegam ao óvulo

Difícil encontrar uma mulher que despreze o efeito sedutor dos perfumes. Um recurso de alta eficiência até mesmo junto ao menos romântico dos homens. Assim como os demais sentidos, o cheiro tem inegável influência no comportamento humano. Cientistas da Universidade do Ruhr, em Bochum, descobriram que esta relação vem provavelmente já desde o espermatozóide.

Há 11 anos já se sabia que as células sexuais masculinas possuíam "nariz". Na verdade, são receptores olfativos sob a forma de fechaduras químicas. No entanto, só agora conseguiu-se decifrar suas funções. O passo científico foi dado pela equipe dos alemães Marc Spehr e Hanns Hatt, da Universidade do Ruhr, em Bochum. Seu estudo é tema da atual edição da revista norte-americana Science.

A pesquisa

Convallaria majalis Maiglöckchen, blühend, nah.

Perfume dos lírios do vale atrai gametas masculinos

Para saber se o "nariz" dos espermatozóides realmente "cheira", Spehr utilizou bourgeonal, uma substância artificial com odor similar ao do lírio do vale e usada na fabricação de perfumes. Segundo o cientista, o cromossomo 17 apresenta no tecido escrotal dois receptores olfativos. Com o implante de receptores clonados no tecido renal, o alemão pôde verificar que eles reagiam fortemente ao bourgeonal. Na experiência, células masculinas movimentaram-se "direta e objetivamente" em direção à essência.

Spehr acredita que os espermatozóides utilizam seus receptores olfativos para localizar e dirigir-se rumo ao óvulo. Ele ressalta que, porém, ainda não se sabe se a célula feminina exala algum tipo de cheiro. "Estamos trabalhando para descobrir", informa o cientista sobre o próximo passo da pesquisa.

Aplicações práticas na medicina

O estudo da Universidade do Ruhr pode ter desdobramentos concretos na medicina. Se os espermatozóides de fato são atraídos por bourgeonal ou qualquer outra essência, então se poderia interferir nos rumos de sua breve corrida. Por exemplo, no caso da fertilização artificial. Com o uso de uma molécula da substância cheirosa, seria possível identificar as células masculinas mais ativas e assim aumentar as chances de uma fertilização in vitro. Por outro lado, a equipe de Spehr descobriu que a molécula undecanal tem a capacidade de suspender o efeito da bourgeonal. Este conhecimento poderia ser aplicado na produção de anticoncepcionais sem hormônio.

Por enquanto, estas perspectivas não passam de suposições teóricas a partir da nova descoberta. Não se sabe, por enquanto, se elas, além de viáveis, seriam seguras e quais seis efeitos colaterais. "Ainda precisamos de muitas pesquisas", avisa Spehr.

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