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Mundo

Esperança para turistas seqüestrados

Alemanha sonda apoio do governo do Mali para libertação dos turistas seqüestrados em fevereiro, e que se supõe em poder de um grupo islâmico naquele país do noroeste africano.

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Turistas sumiram em conhecida rota no deserto

O governo alemão prossegue os esforços para a libertação dos últimos 15 turistas europeus do grupo de 32 que haviam desaparecido entre fevereiro e março no deserto do Saara. Um primeiro grupo, de 17 reféns, estava em poder de terroristas radicais islâmicos e foi libertado numa ação militar em maio último. Dos ainda desaparecidos, dez são alemães, quatro são suíços e um, holandês.

Nas últimas semanas, testemunhas relataram que teriam visto os europeus no norte da República do Mali, que faz divisa com a Argélia, onde os turistas desapareceram. A maioria viajava pela chamada "rota das tumbas", no deserto do Saara. A região, de fronteira entre Niger, Mali e Argélia, é dominada por contrabandistas de drogas e armas.

Libertação próxima – Nesta quarta-feira (23), o secretário adjunto do Ministério alemão do Exterior, Jürgen Chrobog, encontrou-se com o presidente do Mali, Amadou Toumani Touré. "Caso os seqüestrados estejam realmente no norte deste país, queremos o apoio do governo para sua libertação. Não podemos divulgar mais nenhum detalhe sobre o assunto para garantir a segurança dos reféns", acrescentou Schrobog.

Segundo a imprensa argelina, os seqüestradores já teriam se encontrado com representantes dos governos alemão e argelino no acampamento do chefe terrorista islâmico Mokthar Belmokthar, no Mali. Em sua edição desta quarta-feira (23), o jornal Le Quotidien d'Oran pressagia inclusive que "os reféns devem ser soltos em breve na fronteira argelino-malinesa".

Expectativas otimistas – Chrobog, chefe da comissão de emergência constituída pelo governo em Berlim para a libertação dos turistas alemães, esteve na Argélia nas últimas semanas tratando do mesmo assunto.

Segundo o Instituto de Estudos Africanos de Hamburgo, Berlim pode contar com a ajuda do Mali. "O governo de Bamako é pró-ocidental, o que garante boas condições para uma cooperação", explicou Andreas Mehler, diretor do instituto.

A República do Mali fica no noroeste da África. Mais da metade de seu território está localizado no Deserto do Saara e é habitado por tribos nômades tuaregues. Um dos países mais pobres do mundo, o Mali está entre os dez últimos na lista do índice de desenvolvimento humano (IDH-2003) da ONU, que mede a riqueza e o bem-estar das nações.

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