Espanha é campeã mundial de futebol | Fique informado sobre tudo o que acontece na Copa do Mundo | DW | 11.07.2010
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Copa do Mundo

Espanha é campeã mundial de futebol

Seleção comandada por Vicente del Bosque vence a Holanda por 1 a 0 na prorrogação, num jogo disputado e muito violento. O meio-campo Iniesta, do Barcelona, fez o gol do título a cinco minutos do fim.

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Iniesta tira a camisa na comemoração do gol

O torcedor espanhol pode tirar o grito que há 80 anos estava entalado na garganta. A Espanha é campeã do mundo de futebol. A glória veio com uma vitória por 1 a 0 contra a Holanda neste domingo (11/07), em Johanesburgo, com o gol do título marcado já no segundo tempo da prorrogação.

Foi um jogo duro, de disputas muito ríspidas, mas em que a Espanha foi quase sempre o melhor time em campo. A conquista mundial coroa o talento de uma geração que já tinha vencido a Eurocopa dois anos atrás.

Primeiro tempo

A Espanha adotou a mesma postura da semifinal contra a Alemanha e partiu para o ataque desde o começo do jogo. Sergio Ramos teve duas chances de gol ainda nos primeiros quinze minutos.

Na primeira, ele desviou de cabeça uma falta cobrada por Xavi, e o goleiro Stekelenburg defendeu. Na segunda, ele bateu cruzado da direita, e o zagueiro Heitinga cortou na pequena área. Villa pegou de primeira um cruzamento e acertou a rede pelo lado de fora, em outro lance de destaque da pressão inicial espanhola.

Aos poucos, a tensão de uma final de Copa foi ficando clara e o jogo se tornou muito violento. O árbitro inglês Howard Webb mostrou cinco cartões amarelos durante o primeiro tempo, e poderiam ter sido mais. O lance mais feio foi aos 27 minutos, quando De Jong acertou a sola da chuteira na barriga de Xabi Alonso e recebeu apenas o amarelo – uma expulsão não teria sido exagerada.

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De Jong poderia ter sido expulso pela falta em Xabi Alonso

A superioridade espanhola já não existia mais naquele momento. A Holanda quase marcou num lance curioso: um chute do meio-campo cujo objetivo era devolver a bola, mas o quique enganou o goleiro Casillas, que só conseguiu colocar para escanteio. Chance de verdade a Laranja só teve uma, já nos acréscimos, num chute de Robben da entrada da área, bem defendido por Casillas.

Segundo tempo

Lances de violência e cartões amarelos continuaram no segundo tempo, mas pouco adiantaram para acalmar os ânimos dos jogadores. Alguns, inclusive, se irritavam com o próprio árbitro – Robben chegou a levar cartão por reclamação.

Havia também futebol. A Holanda apostava na velocidade de seus meias e atacantes e era perigosa nos contra-ataques. Aos 16 minutos, Sneijder lançou para Robben pelo meio. O jogador do Bayern de Munique saiu cara a cara com Casillas, mas o goleiro foi muito bem e defendeu com os pés.

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Casillas defende com os pés o chute de Robben, na melhor chance da Holanda

A Espanha tentava pelas pontas. Aos 24 minutos, Navas cruzou rasteiro, Heitinga se atrapalhou com a bola e ela sobrou para Villa bater na cara do gol. O próprio Heitinga conseguiu se recuperar e bloquear o chute do atacante espanhol. Aos 31 minutos, Sergio Ramos perdeu ótima chance; ele subiu sozinho para cabecear depois de uma cobrança de escanteio, mas a bola saiu por cima do gol.

A partida seguiu nesta toada até o apito final. Nem a maior posse de bola dos espanhóis nem a velocidade dos holandeses conseguiu mexer no placar. O destino dos dois times seria a prorrogação.

Prorrogação

Nesta nova fase da decisão, a Espanha jogou melhor. Os ibéricos pareciam ter melhor condicionamento físico e conseguiam entrar na defesa holandesa com boa movimentação, passes rápidos e precisos.

A melhor chance espanhola no primeiro tempo da prorrogação foi aos 4 minutos. Fàbregas recebeu um lançamento e invadiu a área cara a cara com o goleiro. De canhota, ele tocou na saída de Stekelenburg, que, com os pés, evitou o gol.

A Espanha teve ainda outros dois lances de perigo: um chute de Navas, que desviou em Van Bronckhorst e pegou na rede pelo lado de fora, e uma finalização para fora de Fàbregas, da entrada da área. Em outro momento importante, Heitinga travou um chute de Xavi de forma duvidosa, e os espanhóis pediram pênalti. Enquanto isto, os holandeses só criaram uma chance de gol, quando Mathijsen cabeceou por cima um escanteio cobrado da direita.

O segundo tempo da prorrogação continuou com a Espanha melhor em campo. Heitinga fez falta em Iniesta na meia-lua, quando o jogador partia em direção à área – levou o segundo amarelo e, depois de abusar da violência, finalmente a Holanda passaria a jogar com dez homens em campo.

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Iniesta bate de direita e marca o gol decisivo

Era o que a Fúria precisava para que sua pressão rendesse frutos. Aos 10 minutos, a defesa da Holanda cortou mal uma bola e Torres foi rápido para recuperá-la e tocar para Iniesta, que estava sem marcação dentro da área. Ele dominou e bateu forte para dar marcar o gol.

HOLANDA 0 X 1 ESPANHA

Holanda:

1 Stekelenburg – 2 Van der Wiel, 3 Heitinga, 4 Mathijsen, 5 Van Bronckhorst (15 Braafheid) – 6 Van Bommel, 8 De Jong (23 Van der Vaart) – 11 Robben, 10 Sneijder, 7 Kuyt (17 Elia) – 9 Van Persie

Técnico: Bert van Marwijk

Espanha:

1 Casillas – 15 Sergio Ramos, 3 Piqué, 5 Puyol, 11 Capdevila – 14 Xabi Alonso (10 Fàbregas), 16 Busquets – 18 Pedro (22 Navas), 8 Xavi, 6 Iniesta – 7 Villa (9 Torres)

Técnico: Vicente del Bosque

Local: Soccer City, em Johanesburgo

Árbitro: Howard Webb (Inglaterra)

Gol: Iniesta, aos 10 minutos do segundo tempo da prorrogação

Cartões amarelos: Van Persie, Van Bommel, De Jong, Van Bronckhorst, Heitinga, Robben, Van der Wiel, Mathijsen (H); Puyol, Sergio Ramos, Capdevilla, Iniesta, Xavi (E)

Cartão vermelho: Heitinga (H)

Autor: Tadeu Meniconi

Revisão: Nádia Pontes

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