Espanhóis vão às urnas para eleger chefe de governo | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 08.03.2008
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Mundo

Espanhóis vão às urnas para eleger chefe de governo

A vantagem de votos do premiê espanhol, José Luis Rodriguez Zapatero, em relação ao conservador Mariano Rajoy é mínima, segundo enquetes. Assassinato de político socialista pela ETA acelera fim da campanha eleitoral.

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Zapatero e Rajoy disputam governo em Madri

Cerca de 35 milhões de eleitores espanhóis vão às urnas neste domingo (08/03), para decidir se confiam ao premiê socialista José Luis Rodriguez Zapatero um segundo mandato ou optam por substituí-lo pelo conservador Mariano Rajoy. Segundo as enquetes, Zapatero sofreu uma leve perda de eleitorado desde o pleito de 2004, mas ainda lidera na intenção de voto dos espanhóis. A margem de diferença em relação ao candidato conservador é de até 4%, segundo as pesquisas. A única coisa que realmente pesa contra o atual premiê espanhol é o desaquecimento da economia espanhola. No mais, a política de Zapatero é apreciada pela população, sobretudo por seu estilo moderado. O socialista de 47 anos acredita ser possível fazer política com atenção e diálogo, algo de que os espanhóis sentiam falta no governo anterior, sobretudo após março de 2004, quando os conservadores inicialmente tentaram atribuir à organização separatista basca ETA o grave atentado cometido por extremistas islâmicos contra trens de subúrbio de Madri. Três dias depois, os socialistas venceram surpreendentemente as eleições e Zapatero se tornou mais ou menos por acaso o chefe de governo da Espanha. Zapatero, mandato de modernização Surpreendente também foi o desempenho do premiê socialista, que cumpriu todas as suas promessas eleitorais na seqüência. Ele retirou as tropas espanholas da impopular missão internacional no Iraque e legalizou o casamento homossexual. As garantias de respeito aos direitos da mulher e a lei de tratamento igualitário entre os sexos eram projetos prioritários. Em quatro anos, ele conseguiu modernizar a Espanha em diversos sentidos. Durante muito tempo, as enquetes indicavam uma vitória nítida para os socialistas, mas – poucos dias antes das eleições – a diferença entre Zapatero e seu concorrente conservador, Mariano Rajoy, começou a diminuir. Rajoy, reacionário assumido O jurista galego de 52 anos não tem nada contra o rótulo de reacionário que lhe é freqüentemente atribuído. Nos diversos postos que ocupou durante os governos conservadores, ele se mostrou ameno e aberto ao diálogo. Como oposicionista, no entanto, não poupou o governo socialista de acusações permanentes, acusando o premiê Zapatero de trair valores cristãos e a Espanha. Um dos diversos deslizes políticos de Rajoy foi relativizar a gravidade da mudança do clima. Até o desaquecimento da economia espanhola ter passado a influenciar o eleitorado, o político conservador era considerado um candidato praticamente sem chances. Atentado da ETA antes das eleições Pela primeira vez na história da democracia espanhola, o conservador usou a imigração como tema eleitoral, além de ter negado ao governo qualquer apoio em suas estratégias contra a ETA, algo também inédito. O que ele defende é a linha dura contra os separatistas bascos. O atentado fatal da ETA contra um político socialista, dois dias antes das eleições, poderá influenciar o pleito. O assassinato foi avaliado pela imprensa espanhola como vingança pelo fracasso das negociações de paz com o governo Zapatero há um ano. A vítima foi o político socialista Isaías Carrasco, baleado na frente de sua casa na cidade basca de Mondragón.

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