Eslováquia aprova fundo europeu de resgate dois dias após rejeitá-lo | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 13.10.2011
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Mundo

Eslováquia aprova fundo europeu de resgate dois dias após rejeitá-lo

País foi o último dos 17 participantes da zona do euro a aprovar expansão do fundo. Oposição só votou a favor após conseguir antecipação das eleições para março do ano que vem.

Eslováquia estava sob pressão da UE para aprovar o fundo

Eslováquia estava sob pressão da UE para aprovar o fundo

O Parlamento eslovaco finalmente aprovou nesta quinta-feira (13/10) a proposta de expansão do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF), que permitirá a disposição de um crédito de 440 bilhões de euros para o resgate de economias em crise da zona do euro. A mesma proposta havia sido rechaçada em plenário na última terça-feira, e só voltou à pauta após negociações entre governo e oposição – que em troca do apoio ao fundo conseguiu antecipar as eleições no país para o ano que vem.

A Eslováquia foi o último dos 17 países que usam a moeda comum a dar sinal verde para a implementação do fundo. Na sessão desta quinta, a expansão do FEEF obteve 114 votos dos 146 deputados presentes. Era necessária a anuência de apenas 76 dos 150 parlamentares que compõem a Casa, mas na primeira sessão, na terça-feira, a proposta recebeu apoio de somente 55.

A Eslováquia não havia conseguido passar com a medida por falta de adesão dos 22 deputados da bancada do partido neoliberal Liberdade e Solidariedade (SaS, do eslovaco), da base do governo, que se abstiveram da votação. O líder da sigla, Richard Sulik, questionou a ajuda da Eslováquia, segundo país mais pobre da zona do euro, a "nações mais ricas, como a Grécia".

Após rejeitar proposta, Fico diz estar satisfeito com aprovação

Após rejeitar proposta, Fico diz estar satisfeito com aprovação

Já nesta quinta-feira, meia hora antes da votação do FEEF, os deputados aprovaram a realização de novas eleições em março do ano que vem – condição imposta pela oposição para garantir apoio à proposta de expansão do fundo. Sem maioria na Casa, a primeira-ministra Iveta Radicova precisou negociar com Robert Fico, líder do partido oposicionista Smer. O novo pleito aconteceria apenas em 2014.

Aprovação rápida

Enquanto na última terça-feira os deputados levaram mais de nove horas discutindo a proposta, nesta quinta foi necessária apenas meia hora para sua aprovação. "Estou satisfeito que o fundo tenha sido aprovado. A Eslováquia está de volta no mapa da Europa", declarou Fico.

Richard Sulik afirmou, no entanto, que seu partido vai tentar reverter o resultado na Justiça. Apesar de votações sobre leis internas do país não poderem ser repetidas, o governo eslovaco acredita que a segunda votação do fundo seja legal, já que o plano de resgate é, tecnicamente, uma espécie de acordo entre vários países.

Expansão do fundo de resgate obteve 114 votos favoráveis

Expansão do fundo de resgate obteve 114 votos favoráveis

Com 5,4 milhões de habitantes, a Eslováquia responde por menos de 2% da população da zona do euro e apenas 1% de sua renda. Ainda assim, a negativa do Parlamento poderia derrubar a expansão do FEEF, considerado por líderes dos outros países essencial para salvar a economia do bloco. No dia 23 de outubro, a União Europeia promoverá um encontro para debater medidas para conter a crise.

Fim da tensão

A decisão eslovaca voltou a animar os mercados, apreensivos desde o resultado da primeira votação. O FEEF havia sido definido em maio de 2010, quando a Grécia precisou ser socorrida de um default. Em julho deste ano, os líderes da zona do euro decidiram ampliar o montante disponível para o resgate, de 250 bilhões para 440 bilhões de euros, e 780 bilhões em garantias.

A Eslováquia estava sob forte pressão internacional para aprovar o quanto antes a nova proposta. Agora, a Grécia poderá receber uma parcela da ajuda financeira no valor de 8 bilhões de euros, já autorizada por inspetores da troika, formada pela UE, pelo Fundo Monetário Internacional e pelo Banco Central Europeu.

MS/rts/afp/ap
Revisão: Roselaine Wandscheer

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