Eslováquia é o 16º país a integrar a zona do euro | Notícias e análises sobre a economia brasileira e mundial | DW | 01.01.2009
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Economia

Eslováquia é o 16º país a integrar a zona do euro

A Eslováquia ingressa na zona do euro em 1º de janeiro de 2009. A adoção pelo país do Leste europeu encerra, ao menos por enquanto, a expansão da moeda comum europeia.

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Moedas de euro cunhadas pela Eslováquia

A partir desta quinta-feira (1/1), o euro é a moeda oficial da Eslováquia. Com o ingresso do país, a zona do euro passa a abranger 16 nações, somando cerca de 330 milhões de pessoas. O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, descreveu o ingresso da Eslováquia no grupo como um "passo histórico".

Apesar da população eslovaca ter comemorado nas ruas de Bratislava, durante o Ano Novo, a chegada da nova moeda, a adoção do euro pelo país também traz preocupações. Em maio último, o Banco Central Europeu (BCE) alertou que a inflação na Eslováquia poderia aumentar com o euro.

Segundo o BCE, a cotação da coroa eslovaca em relação ao euro tem ajudado a controlar a inflação ao favorecer a importação de mercadorias de outros países europeus. Ao adotar o euro como moeda oficial, esse fator que amortece os preços tende a desaparecer.

Übergabe der neue Euroscheine in der Slovakei

Jean-Claude Trichet, presidente do BCE, e o chefe do Banco Central da Eslováquia, Ivan Sramko

No momento da admissão da Eslováquia na zona do euro, a inflação no país estava em 2,2%, um ponto percentual abaixo do limite de 3,2% exigido para ser membro da zona do euro. Em 2007, o déficit orçamentário foi de 2,2%, também abaixo do limite de 3%, estabelecido pelo Pacto de Estabilidade do Euro. O endividamento do país ficou em 29% do Produto Interno Bruto (PIB), ideal para os parâmetros do grupo, que permite até 60% do PIB.

Eslováquia encerra expansão da zona do euro

Ao menos por enquanto, a zona do euro deverá parar de crescer depois da entrada da Eslováquia. Dos 11 países da União Europeia que não adotam a moeda, apenas a Romênia pretende fazê-lo, em 2014. Os outros países do Leste Europeu têm suas ambições de ingresso no grupo paralisadas por causa da amarga experiência da Letônia. Em 2007, havia previsões de o país integrar a zona do euro, mas a admissão não foi concedida devido aos altos índices inflacionários.

O interesse pelo euro parece ter aumentado também entre os países do noroeste da Europa, considerados céticos em relação à moeda. Desde o estouro da crise financeira, o euro passou a ser uma âncora de estabilidade.

Em pesquisa realizada pelo Banco Central da Dinamarca, o número de pessoas que apoiam o ingresso na zona do euro superou o de pessoas que são contra: 44% votaram a favor da moeda e 38%, contra, reportou o jornal dinamarquês Politiken em 23 de dezembro. Na Suécia, o número de pessoas que apoiam o euro também tem aumentado, ainda que esteja longe de ser maioria.

Países que adotam a moeda

Euro Münzen

Euro: também adotado por nações fora da União Europeia

O euro foi adotado em 1º de janeiro de 1999 por Alemanha, França, Itália, Holanda, Áustria, Luxemburgo, Bélgica, Espanha, Portugal, Irlanda e Finlândia. Depois vieram a Grécia, a Eslovênia, Malta e Chipre. O Reino Unido, a Dinamarca e a Suécia não quiseram adotar o euro em suas economias.

O euro também é utilizado oficialmente como moeda em algumas nações que não fazem parte da União Europeia: Monaco, Andorra, São Marino e Vaticano. Extra-oficialmente, a moeda também circula em Montenegro e no Kosovo.

O comissário de Assuntos Econômicos e Monetários da União Europeia, Joaquín Almunia, afirmou que o euro "tornou-se um símbolo da identidade europeia" e está protegendo os países da zona do euro das turbulências que, desde 2007, pairam sobre o cenário mundial.

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