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Mundo

Escravos do nazismo serão indenizados até 2004

Até o final de 2001, 600 mil sobreviventes dos trabalhos forçados na Segunda Guerra Mundial terão recebido mais de 1 bilhão de dólares de indenização.

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Otto Lambsdorff

Após 56 anos de espera, 600 mil vítimas do trabalho escravo durante o nazismo terão sido indenizadas até o fim do ano com um total de 2,5 bilhões de marcos (cerca de 1,14 bilhão de dólares) do governo e do empresariado alemães. Seis meses após o início do pagamento das indenizações, o conde Otto Lambsdorff, deputado federal do Partido Liberal (FDP), se diz satisfeito com o balanço provisório.

Segundo Lambsdorff, a Fundação Lembrança, Responsabilidade e Futuro conseguiu arrecadar a quantia predeterminada de 10 bilhões de marcos (mais de 4,5 bilhões de dólares). O Estado contribuiu com 50% e o empresariado com a outra metade. Além disso, a Fundação recebeu os juros sobre a aplicação do dinheiro, no valor de 100 milhões de marcos (mais de 45 milhões de dólares).

"A tarefa gigante", nas palavras do deputado, de se indenizar todos os trabalhadores forçados do nazismo envolve cerca de 1,5 milhão de pessoas, 50 países e "deverá ser concluída em 2 ou 3 anos". Até o início de dezembro, a Fundação realizou o pagamento de 1,7 bilhão de marcos (mais de 700 milhões de dólares) para 446 mil vítimas do Leste Europeu e para a Jewish Claims Conference (JCC). Para a Polônia foram transferidos 600 milhões de marcos (274 milhões de dólares) e para a República Tcheca 200 milhões de marcos (mais de 92 milhões de dólares).

As negociações com a Polônia não deverão causar mais contratempos. As discussões a respeito do pagamento das indenizações em marcos ou em moedas locais "chegarão logo ao fim", afirma Otto Lambsdorff. Há desentendimentos sobre as perdas que os poloneses teriam com a conversão das moedas na hora do pagamento. Cerca de 35 a 40 milhões de marcos (18,2 milhões de dólares) seriam perdidos com a conversão em zloty, a moeda polonesa, da quantia calculada em marcos.

História – Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), a Alemanha nazista deu continuidade aos seus planos de expansão por seis anos, explorando a mão-de-obra escrava nos países ocupados. Concretizando suas idéias racistas, cerca de 10 milhões de pessoas foram vitimadas pela exploração nazista.

Após anos de negociações, a Alemanha, os Estados Unidos e os países do Leste Europeu assinaram, no dia 17 de julho de 2000, um acordo para indenização dos sobreviventes dos trabalhos forçados. A indenização consiste em três pagamentos individuais, referentes aos trabalhos prestados. O maior deles é de 15 mil marcos (cerca de 7 mil dólares), àqueles que foram explorados nos campos de concentração. As vítimas que trabalharam em indústrias têm direito a 5 mil marcos (cerca de 2,3 mil dólares) e na agricultura, 2 mil marcos (aproximadamente mil dólares).

Entre as grandes empresas alemãs que usaram a mão-de-obra escrava, destacam-se: Volkswagen, Basf, Bayer, DaimlerBenz, Deutsch Bank, Degussa-Huels, Dresdner Bank, Thyssen Krupp, Hoechst, Siemens, Bosch e Porsche.