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Economia

Escolhido novo presidente do BC

Embora a mídia tenha apostado no nome de um banqueiro ou de um vice-ministro das Finanças para presidir o BC alemão, o escolhido foi o professor Axel Weber, que sucede Ernst Welteke após os recentes escândalos.

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Axel Weber, novo presidente do BC alemão, ao lado de Hans Eichel

Os especialistas estão satisfeitos com a escolha, afinal, trata-se do primeiro “cientista das finanças” que consegue chegar ao topo da maior instituição financeira do país. O professor universitário Axel Weber "conhece os bancos centrais europeus como a palma de sua mão”, comenta Klaus Zimmermann, presidente do Instituto Alemão de Pesquisa Econômica (DIW) ao diário Neue Osnabrücker Zeitung.

“Boa surpresa”

A imprensa especializada, como o Financial Times Deutschland, também saúda a “boa supresa” causada pela escolha de Weber para o Bundesbank, salientando a competência técnica do economista (sem partido) para o cargo.

Designado pelo presidente do país, mas escolhido pelo premiê Gerhard Schröder e por seu ministro das Finanças, Hans Eichel, Weber vem preencher a vaga deixada pela renúncia de Ernst Welteke, forçado a deixar o cargo após escândalos por favorecimento pessoal através do Dresdner Bank e a BMW.

A escolha encerrou as especulações que envolveram, entre outros, o nome do teuto-brasileiro Caio Koch-Weser, atual vice-ministro das Finanças e um dos principais assessores de Hans Eichel, como possível sucessor de Welteke.

O principal desafio a ser enfrentado pelo novo presidente do Bundesbank é reformar e enxugar as estruturas envelhecidas da instituição. Especialistas esperam que Weber consiga transformar o BC alemão num centro de pesquisa financeira, com poder de influência em toda a Europa. Em sua área de concentração – teoria e política monetária – Weber é tido como defensor árduo da estabilidade de preços.

Sem mudanças radicais

Ao lado do ministro Eichel, o novo presidente do BC afirmou que não pretende dar nenhuma "guinada radical" na política monetária defendida por seu antecessor. Weber saiu pela tangente, pelo menos por enquanto, ao comentar as pressões exercidas pelo titular da pasta da Finanças para que parte das reservas de ouro do Banco Central sejam vendidas, a fim de cobrir lacunas no orçamento público.

O assunto, segundo o novo presidente do BC, será discutido com a direção do banco. A venda das reservas de ouro foi, diga-se de passagem, o principal ponto de divergência entre Welteke e Eichel. Weber afirmou ainda ser absolutamente contra uma mudança nos critérios do Pacto de Estabilidade da União Européia.

Escolha convincente

Politicamente, o novo presidente do Bundesbank não está ligado a qualquer partido, o que fez com que seu nome fosse bem recebido até mesmo pela oposição democrata-cristã no país, como reforça o líder da bancada do partido no Parlamento, Friedrich Merz: “A escolha de Weber foi uma solução convincente em todos os sentidos”.

Nascido na Renânia-Palatinado, Weber, aos 47 anos, não é um desconhecido nos bastidores financeiros de Berlim ou Frankfurt, tendo exercido por vários anos a função de consultor e avaliador em diversas instituições acadêmicas e financeiras dentro e fora do país. Sua carreira o levou a trabalhar em Washington, Londres e na Holanda.

Formado em Economia e Administração de Empresas, concluiu seu doutorado em 1987 e pós-doutorado em 1994. Depois de ter dado aulas em Bonn e Frankfurt, passou a lecionar na Universidade de Colônia em fins de 2001. Desde outubro de 2000, é também membro do Conselho Científico do Bundesbank.

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