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Alemanha

Escolas alemãs ensinam jovens a lidar com dinheiro

Crianças e adolescentes alemães nunca tiveram tanto dinheiro e também nunca estiveram tão endividados. Governo e instituições alemães iniciam projetos para mostrar aos mais jovens como lidar com dinheiro.

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Contas de celulares endividam adolescentes

Segundo a Secretaria de Defesa do Consumidor do Estado da Renânia do Norte-Vestfália, cerca de 12% dos jovens e das jovens famílias estão endividados na Alemanha. O endividamento médio, junto a bancos, amigos e familiares gira em torno de 1,8 mil euros.

Contas de celulares e roupas de marca provocaram em 12% dos adolescentes entre 13 e 17 anos um endividamento médio de 370 euros. Este desenvolvimento levou o governo de alguns Estados alemães, além de bancos e outras instituições, a iniciarem projetos de "alfabetização econômica" junto a crianças e adolescentes.

Money & Kids (Dinheiro e Crianças) é como se chama o projeto experimental iniciado em 16 escolas da Renânia do Norte-Vestfália neste semestre letivo. Projetos semelhantes também foram iniciados em escolas de Hamburgo. Na conscientização de seus jovens clientes, alguns bancos também se engajam.

Detetives econômicos

Der nordrhein-westfälische Verbraucherschutzminister Eckhard Uhlenberg porträtfoto

Secretário Uhlenberg quer fazer escola

"Formação financeira não deve acontecer por acaso. Crianças e adolescentes devem aprender a forma correta de lidar com dinheiro o mais cedo possível", afirma Eckhard Uhlenberg, secretário de Defesa do Consumidor da Renânia do Norte-Vestfália.

Para recuperar o tempo perdido, o governo do Estado engajou cerca de cem especialistas da área de assistência a pessoas endividadas, política, economia e ciência para pesquisar e oferecer soluções para o problema. Dois projetos concretos já surgiram.

O projeto Money & Kids, mais conhecido como Moki, começa a ser implementado, de forma experimental, em 16 escolas de tempo integral de ensino fundamental do Estado da Renânia do Norte-Vestfália. De forma lúdica, crianças da primeira à quarta série aprendem sobre a circulação do dinheiro, sobre como lidar com sua mesada e a ficarem atentos às malícias das propagandas.

As crianças também irão brincar de "detetives econômicos" e procurar formas de economizar em suas casas, como desligar aparelhos elétricos ou comparar preços em supermercados. O projeto experimental está sendo acompanhado por pesquisadores da Universidade de Paderborn, que também levarão os dados levantados aos pais dos alunos, de forma a integrá-los no projeto.

Hamburgo também segue o exemplo

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Crianças lidam com dinheiro cada vez mais cedo

"Transações bancárias na escola" é o nome da iniciativa de autoridades educacionais de Hamburgo, como o apoio do banco Haspa (Hamburger Sparkasse) e do Instituto de Prestação de Serviços Financeiros de Hamburgo (IFF). "Crianças e adolescentes lidam cada vez mais cedo e de forma mais intensiva com dinheiro. Também na educação e formação, assuntos econômicos têm maior importância", afirma Alexandra Dinges-Dierig, secretária de Educação de Hamburgo.

Direcionado a adolescentes da oitava série e do primeiro e segundo ano do ensino médio, o projeto não visa obrigar os alunos a uma educação financeira, mas "sobretudo fazer com que eles possam avaliar situações e tomar decisões de forma independente", afirma o diretor do IFF, Udo Reifner.

Outras instituições também participam

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Pais de filhos com celulares pedindo esmola foram motivo de carro alegórico no carnaval de Colônia

A Associação de Assistência a Endividados da cidade de Essen oferece a jovens de 16 a 19 anos uma "carteira de habilitação financeira". Um especialista da associação explica a alunos no município como funciona uma conta de banco e o montante dos juros quando o saldo é negativo.

"Não se trata somente de mera transmissão de conhecimento, queremos levar alunos e professores a conversarem sobre casos de endividamentos e suas próprias experiências", afirma Wolfgang Huber, diretor da associação.

Com seu projeto "Handelsblatt faz escola", o tradicional jornal alemão de economia Handelsblatt também procura apoiar o ensino de temas econômicos.

A pedido, o jornal disponibiliza gratuitamente material escolar, artigos e contatos a escolas e professores.

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