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Alemanha

Escola de Berlim obriga alunos a falar alemão

Por conta do grande número de estrangeiros matriculados nas escolas alemãs, existe um debate permanente de qual seria o melhor método para fazê-los aprender melhor o idioma nacional.

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Alunos terão de falar uma só língua na escola Herbert Hoover

Há cerca de um ano, a escola Herbert Hoover, de Berlim, proíbe seus alunos de falar outro idioma que não o alemão nas suas dependências. Não se trata de uma ordem restrita somente às salas de aula, mas também aos pátios de recreio e durante as pausas e excursões escolares.

A introdução do alemão como língua obrigatória fora das salas de aula, entretanto, é tema bastante controverso, mesmo que a maioria dos alunos participe da iniciativa. O debate agora é se esta nova política favorece a integração ou a discriminação entre alunos.

A escola, com seus 120 anos de idade, 370 alunos e dez diferentes idiomas – por conta das variadas nacionalidades de seus estudantes – possui apenas 10% de alunos que falam alemão também em casa. O restante deles aprende ou melhora o idioma somente nas seis horas-aula que tem por semana nessa disciplina. Segundo o novo regulamento da escola, aprovado pelos professores, pais e representantes dos alunos, o alemão agora deve ser a única língua falada em público nas dependências da herbert Hoover.

A diretora da escola, Jutta Steinkamp, explica a nova política. "São dois os nossos objetivos. Primeiro, que os 90% de alunos estrangeiros aprendam melhor o alemão. Isso é muito importante, pois futuramente eles vão querer fazer algum curso de capacitação, vão precisar entrar no mercado de trabalho e para isso eles simplesmente vão precisar de bons conhecimentos de alemão."

"O segundo aspecto é que temos no mínimo dez – se não até mais – línguas aqui na escola e nenhum dos alunos quer se sentir isolado, portanto todos eles devem se entender num só idioma. E a maioria dos alunos também acha isso bom. Fiz uma pesquisa e, creio eu, havia somente duas classes que disseram que isso era um pouco rigoroso."

O que pensam alunos e professores

Entre os estudantes, as opiniões estão bastante divididas, principalmente depois que o tema foi abordado por jornais turcos.

"É muito ruim que tenhamos que falar alemão durante as pausas", afirma um dos alunos. "Que tenhamos que falar alemão na escola é normal. Porque na escola temos que aprender alemão. Mas ter que falar alemão durante o recreio, isso eu não acho certo. E falar turco entre colegas e amigos, isso é algo normal", completa outro. Já um terceiro resume a situação da seguinte forma: "De alguma maneira eu acho que os votos dos professores contam um pouco mais".

"Eles [os professores] sempre nos lembram que só devemos falar alemão. Mas em casos especiais, quando um professor adverte um aluno e ele ainda assim não o obedece, daí ele tem que copiar vários parágrafos como castigo", relata outro estudante. Assad, o representante dos alunos, entretanto, concorda com a iniciativa.

Schülerinnen während des Unterrichts

Apesar das opiniões divergirem, maioria dos alunos concorda com a idéia

"Mas nós também achamos isso bom, pois desta maneira melhoramos nossos conhecimentos de alemão. Porque hoje em dia, nenhum de nós, os estrangeiros, sabe falar direito alemão, e não conseguimos vagas de formação por causa disso", resume Assad.

"É melhor que aprendamos alemão direito, gramática correta e escrever direito, porque assim conseguiremos melhores lugares para estudar. Meus pais, pessoalmente, também acham muito bom, assim como os pais dos meus colegas. Eu também conversei com eles. Já tivemos uma pequena reunião e tal. A opinião deles era que 'sim, isso é muito melhor para nossos filhos'", completa Assad.

O que dizem os educadores e políticos

Os professores, é claro, preferem entender o que seus alunos comentam sobre eles, mas obviamente não é possível controlar se é realmente falado somente alemão em todos os cantos da escola. Quando um aluno é flagrado, cabe ao professor adverti-lo, podendo, conforme posicionamento tomado pelo aluno, puni-lo como descrito pelo aluno acima.

Para o deputado berlinense do Partido Verde Özca Mutlu, as regras da escola vão longe demais. O secretário de Educação, Klaus Böger, e a bancada social-democrata concordam. A diretora Steinkamp vê sua idéia confirmada por conta de todos os incentivos. "Depois que mudamos o regulamento da escola, recebemos mais inscrições de interessados", declara ela.

Outras cidades – Stuttgart, Colônia, Munique e Dortmund, que também possuem uma porcentagem elevada de estrangeiros nas escolas, não pretendem adotar a mesma política, segundo pesquisa realizada pela agência DPA.

A secretária da Educação de Hamburgo, Alexandra Dinges-Diering (CDU), afirmou que "com uma ordem como essa não se vai longe". Enquanto isso, a cidade de Frankfurt do Meno acredita que a a iniciativa seja "contraproducente".

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