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Economia

Escândalo da corrupção na Siemens atinge 1,3 bilhão de euros

Encerrada a auditoria sobre corrupção na empresa, presidente da Siemens diz que transferências ilegais entre os anos 2000 e 2006 ultrapassam 1 bilhão de euros. Investigações prosseguem em vários países.

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Peter Löscher, presidente da empresa, quer o esclarecimento do escândalo

Entre os anos de 2000 e de 2006, foram realizados, nos diversos segmentos da Siemens, "pagamentos dúbios" da ordem de 1,3 bilhão de euros. Aos 449 milhões de euros gastos sem comprovação no segmento de comunicações − que foram o estopim do escândalo − somaram-se 857 milhões de euros de outros setores da empresa.

Os resultados da auditoria na empresa foram apresentados na manhã desta quinta-feira (08/11), em Munique, pelo presidente da Siemens, Peter Löscher. Pelos 449 milhões no "caixa dois" do setor de comunicações, o Tribunal de Munique havia imposto uma multa de 201 milhões de euros.

Com relação à nova soma divulgada nesta quinta-feira, poderá haver novas punições tanto da Justiça alemã como da SEC, reguladora do mercado acionário dos Estados Unidos.

Investigações em vários países

Segundo Löscher, dos 857 milhões de euros a mais agora divulgados, 599 milhões provêm da filial alemã; 258 milhões, de subsidiárias no exterior. O escândalo atingiu proporções internacionais.

As investigações sobre suborno e corrupção atingem também Estados Unidos, China, Hungria, Indonésia, Noruega, Israel, Itália e Rússia. Para o esclarecimento do escândalo, a empresa gastou 347 milhões de euros no ano fiscal encerrado em setembro.

Punições aos funcionários envolvidos

Löscher disse ainda que a empresa está agindo com rigor contra os funcionários que infringiram as regras da empresa e se envolveram nas acusações de suborno e corrupção. No ano passado, 470 funcionários teriam sido investigados. Contra 14% deles teriam sido apuradas infrações ao direito anticartel e corrupção; contra 24% foram comprovadas malversação e fraude, e os demais 62% lesaram outras diretrizes da empresa.

Trinta por cento dos acusados teriam sido demitidos, 8% tiveram cortes salariais e os demais receberam advertências ou repreensões, informou a Siemens.Apesar do escândalo, a empresa apresentou um lucro líquido consolidado de 4 bilhões de euros no ano fiscal de 2007 − encerrado em setembro −, 20,7% a mais que no ano anterior. O faturamento aumentou 9% no ano, para 72,4 bilhões de euros. (rw)

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