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Mundo

Escândalo coloca partido de Schröder em apuros

Auditor diz, sob juramento, que a cúpula da social-democracia alemã conhecia, desde meados de março, a lista dos doadores anônimos ao Partido Social Democrático, presidido pelo chefe de governo.

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Ministro alemão das Finanças, Hans Eichel, vai ter de dar explicações sobre o financimento do seu partido (SPD).

O escândalo financeiro no diretório do Partido Social Democrático (SPD), em Colônia, colocou em apuros a cúpula da legenda presidida pelo chanceler federal da Alemanha, Gerhard Schröder. Como testemunha na Comissão Parlamentar de Inquérito no Parlamento federal em Berlim, o auditor engajado pelos social-democratas, Dieter Menger, disse, nesta quinta-feira (11), que os dirigentes nacionais do SPD conheciam a lista com os nomes dos participantes do escândalo desde 14 de março. A cúpula partidária nega isso.

Os partidos conservadores de oposição, em nível federal, União Democrata Cristã (CDU) e União Social Cristã (CSU), acusaram o maior partido governista de enganar a opinião pública.

O ex-tesoureiro do SPD da cidade, Manfred Biciste, fez uma confissão abrangente na CPI e esclareceu como era o sistema de fragmentação de grandes doações anônimas em pequenos donativos para burlar a lei e beneficiar os social-democratas colonianos. Outra figura-chave do escândalo, o ex-líder do SPD em Colônia, Norbert Rüther, se recusou a depor na CPI em Berlim, fazendo uso do direito de silenciar porque está sendo investigado pela polícia. Biciste e Rüther renunciaram aos seus mandatos e postos e abandonaram a política por causa do escândalo.

O Ministério Público está apurando se as doações grandes, fragmentadas em 40 pequenas, foram propinas para facilitar a construção de uma fábrica de incineração de lixo em Colônia. A Promotoria Pública da cidade anunciou, nesta quinta-feira, que permanecerá preso o empresário Siegfried Michelfelder, envolvido no escândalo de lixo.

Acusado de ter distribuído milhões de euros em propinas e doações partidárias na construção de uma fábrica de incineração de lixo, o empresário de 61 anos está preso desde fevereiro. Todos os 40 políticos social-democratas que ganharam recibos de doações anônimas também estão sendo investigados. Sob pressão da cúpula nacional do SPD, Rüther revelou rápido os nomes dos doadores.

A CPI, dominada pelo SPD e o Partido Verde, foi criada há mais de dois anos para apurar se o governo anterior de Helmut Kohl tomou decisões influenciado pelas doações ilegais ao seu partido CDU. O ministro das Finanças, Hans Eichel vai depor na próxima terça-feira como testemunha. A oposição quer que ele esclareça o financiamento do seu partido SPD.

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